segunda-feira, 7 de julho de 2014



A ACOMODAÇÃO NOSSA DE CADA DIA
Antônio Roberto Soares

Há alguns anos atrás, eu acreditava que as circunstâncias externas eram realmente 100% responsáveis pelo sofrimento das pessoas.
Hoje penso bastante diferente, porque as mesmas circunstâncias em que algumas pessoas optam pela loucura, outras optam pelo crescimento, pela mudança, pela renovação.
Jamais poderia deixar de ver os aspectos negativos da realidade. Conheço-os bem e sei de suas terríveis influências.
Mas a questão que se coloca para cada um é:
n  O que você vai fazer com isto?
n  Qual é a sua posição após constatar a falência de tudo ao seu redor?
n  Quais são, ainda, os seus sonhos, seus desejos, suas lutas, após isso tudo?
Quando se deseja realmente algo, do fundo do coração, alguma coisa se faz para alcançá-lo e nasce a alegria só de tentá-lo.
A acomodação é a forma mais sutil de deterioração e morte, mas, de todos os cantos do mundo estão surgindo apelos de mudança diante da realidade.
Pessoas apáticas, queixosas, revoltadas apenas no falar, estão dando lugar a um novo tipo de pessoas: pessoas que a par dos seus limites e das dificuldades da realidade, querem tentar, pois acreditam verdadeiramente que é preferível morrer vivendo do que viver morrendo.
E a esperança? É a antítese da doença da acomodação.
É a crença de que enquanto estivermos vivos, podemos descobrir novos rumos, novos caminhos, novas maneiras de lidarmos com o mundo.
Todas as pessoas são responsáveis pelas suas escolhas e enquanto estivermos vivos, estaremos escolhendo sempre.
Cada vez que compareço ao trabalho estou escolhendo trabalhar alí.
Cada vez que me relaciono com alguém, estou escolhendo relacionar-me com aquele alguém.
Cada vez que decido continuar vivendo como estou vivendo, sou responsável por isso.
E se as escolhas que faço permanecem me fazendo sofrer, quem é o responsável?
As circunstâncias ou eu?

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