segunda-feira, 21 de dezembro de 2015


                               SOCIOLOGIA - TEXTO - VIOLÊNCIA

                         A VIOLÊNCIA EM DEBATE 


Não é tão simples definir a palavra ‘violência’, segundo sociólogos e pesquisadores deste tema. As conotações deste conceito variam conforme suas fontes. Por exemplo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), este termo significa impor um grau intenso de dor e sofrimento que não se pode evitar. Para os militantes dos direitos humanos, a ‘violência’ é entendida como a violação dos direitos civis. Mas os estudiosos crêem que seu significado é muito mais profundo.


A violência tem várias faces. Na verdade, a violência urbana é apenas uma delas, entre guerras, miséria, discriminações, e tantas mais. O ângulo aqui abordado é um dos mais discutidos e controvertido de nossos tempos. Os atos transgressores ocorridos no âmago das grandes cidades, de caráter estritamente agressivo, frutos da vida em sociedade na esfera urbana, caracterizam, em parte, este fenômeno social que se convencionou chamar de violência urbana. 


Ela se expressa através dos níveis cada vez mais elevados de criminalidade, da sujeição freqüente ao domínio dos instintos selvagens e bárbaros, do crime organizado, principalmente em torno do tráfico de drogas, dos atos despidos de qualquer civilidade – aqui se compreendem também a constituição de gangues, as pixações, a espoliação dos bens públicos, o caos do trânsito, os pontos abandonados da cidade, sem nenhuma preservação ou manutenção, entre outros.

Infelizmente, a cultura de massa e um setor da mídia, irresponsável e sensacionalista, alimentam essas tendências explosivas das metrópoles, incentivando a violência por meio de filmes, músicas, novelas, um jornalismo policial preocupado apenas com uma audiência crescente, entre outros.

A violência está enraizada no próprio processo histórico brasileiro, desde os primórdios da colonização. Milhares de índios foram exterminados, culturas dizimadas, outros aborígenes escravizados, ao lado dos negros trazidos da África. Esse contexto foi, ao longo do tempo, agravando-se ainda mais. Depois da libertação dos escravos, da importação de mão-de-obra de outros países, os imigrantes, o número de excluídos e marginalizados da nossa sociedade foi crescendo significativamente.

 

À medida que as cidades passaram a inchar de forma caótica, desordenada, sem nenhum planejamento, absorvendo também os trabalhadores do campo, principalmente após a mecanização rural, sua população foi dividindo os territórios – um centro ocupado pela elite, alguns círculos habitados pela classe média, e uma periferia crescente que cada vez mais se expande por todos os espaços desocupados que restam nas metrópoles urbanas.


Tudo isso, somado a um sistema econômico que mais exclui do que inclui as pessoas, mecanismo cruel que, por um lado, explora os trabalhadores, aliena-os do produto de seu trabalho, e por outro estimula ao máximo o consumo, através dos canais disponibilizados pela mídia e pela cultura de massa. Assim, a maior parte dos jovens, excitados pelo apelo ao consumismo, sem perspectivas materiais e sociais, abandonados pelo Poder Público, que não investe o suficiente em políticas educacionais e culturais, vê abrir-se diante de seus olhos o universo do crime organizado, que eles acreditam lhes proporcionar tudo o que mais desejam. Este mundo, a princípio fascinante, ocupa o vácuo deixado pelo Estado, mas depois trai cada um de seus seguidores, oferecendo-lhes nada mais que uma vida perdida, sem dignidade, mergulhada nos vícios e em uma violência sem freios, que acaba ceifando suas próprias existências.

Assim, em sociedades nas quais as instituições revelam-se fracas e corrompidas, na qual a autoridade social encontra-se desacreditada, os valores morais atravessam uma fase de decadência e descrença, na qual até mesmo a família tem deixado de cumprir seu papel fundamental na esfera da educação e da concessão de limites, vemos a violência urbana ultrapassar inclusive as barreiras sociais, aliciando adeptos em todas as classes sociais, em qualquer faixa étnica, independente até mesmo de sexo, idade ou religião.

A própria vida perdeu seu sentido, daí presenciarmos linchamentos, justiça realizada pelas próprias mãos, crimes passionais, assassinatos resultantes de brigas no trânsito, em casas noturnas, shows, bares, entre pessoas aparentemente honestas e até aquele momento completamente obedientes às normas sociais e legais.

Hoje, em nosso país, a violência se dissemina também pelas cidades do interior, pois os grupos criminosos vão procurando novos territórios. Além disso, também essas pequenas cidades absorvem atualmente os problemas antes típicos das grandes metrópoles, principalmente a degradação moral. Torna-se urgente uma profunda reforma político-social, aliada a um resgate intenso dos valores esquecidos, perdidos pelo caminho. Esta ação depende do Estado, mas também de toda a sociedade organizada.










 

 

]

e justiça Sociedade, Direito e controle social



O direito não tem existência por si só. Ele existe no meio social e em função da sociedade, não sendo seu único instrumento de organização e harmonia, mas, merece lugar de destaque, pois é o que possui maior pretensão de efetividade, manifestando-se como um corolário inafastável.

Resumo

O homem é um ser social e político, vivendo em grupos, em sociedades. É natural que no seio destes grupos haja conflitos, desentendimentos e interesses divergentes. No entanto, o homem sente necessidade de segurança e busca a harmonia social. Para que a sociedade subsista é necessário que os conflitos sejam resolvidos e para tanto, o homem dispôs de vários meios com o intuito de controlar as ações humanas e trazer um equilíbrio à sociedade. São os instrumentos de controle social. O Direito, criação humana, é um destes instrumentos, cujo principal objetivo é viabilizar a existência em sociedade, trazendo paz, segurança.

                      1.A sociabilidade humana


O homem é um ser social e precisa estar em contato com seus semelhantes e formar associações. Ele se completa no outro. Somente da interação social é possível o desenvolvimento de suas potencialidades e faculdades. Ele precisa buscar no outro as experiências ou faculdades que não possui e, mais, há a necessidade de passar seu conhecimento adiante. Dessa interação, há crescimento, desenvolvimento pessoal e social.

Conforme Battista Mondin (1986, p.154) o homem é um ser sociável, pois tem a "propensão para viver junto com os outros e comunicar-se com eles, torná-los participantes das próprias experiências e dos próprios desejos, conviver com eles as mesmas emoções e os mesmos bens." Segundo o mesmo autor, ele também é um ser político. A politicidade é "o conjunto de relações que o indivíduo mantém com os outros, enquanto faz parte de um grupo social."

Vários estudiosos tentam explicar o impulso associativo do ser humano. Platão (428-348 a.C.) interpreta a dimensão social do homem como um fenômeno contingente. Para ele o homem é um ser etéreo, é essencialmente alma e se realiza em sua plenitude e perfeição, alcançando a felicidade ao contemplar as ideias. Estas se localizam em um mundo denominado "topos uranos", ou lugar celeste. Para esta atividade não necessita de ninguém, cada alma se basta, existindo e se realizando por conta própria, independentemente das outras. Mas, por causa de uma grande culpa, que não é explicada em sua teoria, as almas perderam sua condição original de espiritualidade absoluta e caíram na Terra, sendo obrigadas a assumir um corpo físico para expurgar suas culpas e purificar-se. Esse corpo físico funcionaria como um limitador de suas potencialidades e faculdades, impedindo-as de se sentirem completas por si só. Desse modo, as almas corporificadas precisam se associar para suprir suas carências e limitações. Segundo Platão, portanto, a sociabilidade é uma consequência da corporeidade e dura apenas enquanto as almas estiverem ligadas ao corpo físico, material.

Textos relacionados


Aristóteles (384-322 a.C), de maneira oposta, entende que a sociabilidade é uma propriedade essencial do homem. Na sua visão, o homem é constituído de corpo e de alma, essencialmente. E, por esta constituição, não pode se autorrealizar, sendo necessário criar vínculos sociais para satisfazer suas próprias necessidades e vontades. É a natureza do homem que o impulsiona a querer associar-se e interagir com os demais. Por este motivo, considerava o homem fora da sociedade um ser superior ou inferior à condição humana: "O homem é, por sua natureza, um animal político. Aquele que, por natureza, não possui estado, é superior ou mesmo inferior ao homem, quer dizer: ou é um deus ou mesmo um animal" (de sua obra: A política).

Santo Tomás de Aquino (1225-1274), como Aristóteles, considerava o homem um ser naturalmente sociável: "O homem é, por natureza, animal social e político, vivendo em multidão, ainda mais que todos os outros animais, o que evidencia pela natural necessidade." (S.Th, I, 96, 4). Afirma ainda que a vida fora da sociedade é exceção, se enquadrando em três hipóteses: a mala fortuna, quando um indivíduo, acidentalmente, por um infortúnio passa a viver em isolamento, como é o caso de um náufrago, por exemplo; a corruptio naturae, quando por alienação mental ou anomalia, o homem é desprovido de razão e busca viver distanciado dos demais; e a excellentia naturae, que é a hipótese do homem isolar-se buscando a comunhão com Deus e o seu aperfeiçoamento espiritual.

Durante a época moderna surgem os contratualistas, destacando os nomes de Spinoza, Hobbes, Locke, Leibnitz, Vico e Rousseau. Existe uma gama enorme e variada de teorias contratualistas que buscam explicações para o impulso associativo do homem, com diferentes explicações e teses. Há, no entanto, um ponto em comum entre eles. Todas negam o impulso associativo natural, concluindo que somente a vontade humana justifica a existência em sociedade. A sociedade, portanto, é uma criação humana e se tem sua base firmada em um contrato, que pode ser alterado ou desfeito.

Hobbes, por exemplo, com suas ideias apresentadas na obra "Leviatã", defendia que o homem é um ser mau e antissocial por natureza, enxergando seus semelhantes como concorrentes a serem dominados ou destruídos. O constante estado de guerra, de conflitos e brutalidade teria levado os homens a firmarem um contrato entre si, transferindo o poder de se autogovernar, seus direitos e liberdades ao Estado, que deveria impor ordem e segurança a todos.

Rousseau, por sua vez, em "O contrato social", afirma que o homem, ao revés do entendimento de Hobbes, é essencialmente bom e livre. A sociedade e o aparecimento da propriedade privada é que o corrompe, dando início aos inúmeros conflitos sociais. A solução encontrada por ele para extirpar os conflitos seria a organização de um Estado que só se guie pela vontade geral, e não pelos interesses particulares. O instrumento pelo qual se perfaz essa sociedade é o contrato social, pelo qual cada indivíduo transfere ao Estado a sua pessoa, todos os seus direitos e suas coisas.

Ante o exposto, entendemos que a sociedade é fruto da própria natureza humana, de uma necessidade natural de interação. O homem tem necessidade material e espiritual de conviver com seus semelhantes, de se desenvolver e de se completar. No entanto, essa interdependência recíproca não exclui a participação da consciência ou da vontade humana. Consciente de que necessita da vida social o indivíduo procura melhorá-la e torná-la mais viável. A sociedade, em suma, seria o produto de um impulso natural conjugado com a vontade e consciência humana.




2.Sociedade e interação

O conceito de sociedade apresenta inúmeras controvérsias devido ao seu amplo aspecto. O vocábulo pode ser utilizado de diversas formas e com vários sentidos, tais como o de nação e o de grupo social. Em termos gerais podemos definir sociedade como um grupo de pessoas que interagem entre si.

Deste conceito podemos deduzir três características da sociedade: a multiplicidade de pessoas, a interação entre elas e a previsão de comportamento. Para a formação da sociedade não basta que existam várias pessoas reunidas, uma aglomeração de indivíduos, mas que elas interajam, que desenvolvam ações conjuntas, que tenham reações aos comportamentos uns dos outros, que desenvolvam diálogos sociais. Ela se faz por um amplo relacionamento humano. Dessa interação é possível prever comportamentos, situações e condutas que poderão se manifestar no seio do grupo, sejam elas lícitas ou ilícitas.

Conforme ensina Betioli (2008, p.7): "A interação, por seu turno, pressupõe uma previsão de comportamento, ou de reações ao comportamento dos outros.(...) Cada um age orientando-se pelo provável comportamento do outro e também pela interpretação que faz das expectativas do outro com relação a seu comportamento."

Segundo Paulo Nader, a interação social, basicamente, vai se realizar de três formas: a cooperação, a competição e o conflito. Vejamos:

"Na cooperação, as pessoas estão movidas por um mesmo objetivo e valor e por isso conjugam o seu esforço. Na competição há uma disputa, uma concorrência, em que as partes procuram obter o que almejam, uma visando à exclusão da outra. (...) O conflito se faz presente a partir do impasse, quando os interesses em jugo não logram uma solução pelo diálogo e as partes recorrem à luta, moral ou física, ou buscam a mediação da justiça." (2007, p.25)

Vivendo em um mesmo ambiente e possuindo os mesmos instintos e necessidades, é natural que surjam diversos conflitos entre as pessoas e que necessitam de uma solução. Para que a sociedade subsista é imprescindível que se resolvam estes conflitos de interesses. As pessoas têm a necessidade de buscar a segurança, a justiça e a realização do bem comum. Diante disto surge a necessidade de criar instrumentos que controlem ou que regulamentem a vida social.




3.Instrumentos de controle social


Existem diversos meios que servem para regular a condutas dos membros da sociedade visando à harmonia da vida social. Entre eles podemos destacar a religião, a moral, as regras de trato social e, obviamente, o Direito.

Paulo Nader (2007, p.31) afirma que "o mundo primitivo não distinguiu as diversas espécies de ordenamentos sociais. O Direito absorvia questões afetas ao plano da consciência, própria da moral e da religião, e assuntos não pertinentes à disciplina e equilíbrio da sociedade, identificados hoje por usos sociais".

No entanto, é certo que hoje não podemos confundir as diferentes esferas normativas. Cada instrumento de controle social possui uma faixa de atuação, um objetivo específico.

A faixa de atuação do Direito é regrar a conduta social, visando à ordem e ao bem comum. Por este motivo, ele irá disciplinar apenas os fatos sociais mais relevantes para o convívio social. Ele irá disciplinar, principalmente, as relações de conflitos e, quanto às relações de cooperação e competição, somente onde houver situação potencialmente conflituosa.

Betioli ressalta que:

"O direito não visa ao aperfeiçoamento interior do homem; essa meta pertence à moral. Não pretende preparar o ser humano para uma vida supraterrena, ligada a Deus, finalidade buscada pela religião. Nem se preocupa em incentivar a cortesia, o cavalheirismo ou as normas de etiqueta, campo específico das regras de trato social, que procuram aprimorar o nível das relações sociais." (2008, p.8-9)

Há vários pontos de divergência entre direito e religião. Legaz e Lacambra apontam duas diferenças estruturais: a alteridade e a segurança. Segundo o autor (1961, p.419), "a alteridade, essencial ao direito, não é necessária à religião". O próximo, o semelhante é um elemento circunstancial e não um elemento essencial na ideia religiosa. O mais importante é a prática do bem. A religião é uma relação entre o homem e Deus e não entre o homem e os demais. Para o Direito, no entanto, o que importa é o comportamento humano e social.

A segunda diferença estrutural diz respeito à segurança. Para a religião a segurança é algo inatingível e espiritual, porquanto que para o direito, se alcança a partir da certeza ordenadora.

Em relação às diferenças existentes entre o direito e a moral, podemos apontar algumas das distinções feitas por Paulo Nader (2007, p.40-44). Segundo o autor, "o direito se manifesta mediante um conjunto de regras que definem a dimensão da conduta exigida, que especificam a fórmula do agir". Ao contrário da moral que possui diretrizes mais gerais.

As normas jurídicas possuem uma "estrutura imperativo-atributiva, isto é, ao mesmo tempo em que impõem um dever jurídico a alguém, atribuem um poder ou direito subjetivo a outrem". A moral, por sua vez, com uma estrutura mais simples, impõe apenas deveres.

Enquanto a moral se preocupa com a vida interior das pessoas, como a consciência, o direito cuida, em primeiro plano, das ações humanas. O animus do agente só será considerado quando necessário.

Além disso, a moral, bem como todas as demais regras sociais, se distingue do direito, pois carece de coercibilidade e de heteronomia. O direito, ao revés, é imposto independentemente de vontade de sujeição e possui formas de garantir o respeito e obediência a seus preceitos.




4.O direito como instrumento de controle social


Como vimos o direito não é o único instrumento responsável pela organização e pela harmonia da sociedade, uma vez que as demais normas de conduta também contribuem para o sucesso das relações sociais. No entanto, merece lugar de destaque, pois é o que possui maior pretensão de efetividade, manifestando-se como um corolário inafastável da sociedade.

Émile Durkheim (1960, p.17) ressalta que "a sociedade sem o direito não resistiria, seria anárquica, teria o seu fim. O direito é a grande coluna que sustenta a sociedade. Criado pelo homem, para corrigir a sua imperfeição, o direito representa um grande esforço para adaptar o mundo exterior às suas necessidades de vida."

A necessidade de uma convivência ordenada impõe-se como condição para a subsistência da sociedade. O direito corresponde a essa exigência ordenando as relações sociais através de normas obrigatórias de organização e comportamento humano.

Miguel Reale (2006, p.62) define o direito como sendo "a ordenação das relações de convivência".

Telles jr. (2001, p.381), neste mesmo sentido, conceitua-o como "a disciplina da convivência".

Por sua vez, Paulo Nader (2007, p. 76), em sua brilhante definição, assim considera: "direito é um conjunto de normas de conduta social, imposto coercitivamente pelo Estado, para a realização da segurança, segundo os critérios de justiça".

Do conceito de Paulo Nader podemos perceber três grandes distinções entre o direito e as demais regras de trato social. A primeira diferença repousa no fato do direito ser a única norma que emana do Estado. A segunda, pelo fato de ser impositivo, imperativo. Não há margem de liberdade para escolher se irá ou não se adequar aos seus preceitos. Por último, temos a coercitividade, que exerce intimidação sobre os destinatários das normas jurídicas. Sendo assim, podemos depreender que o indivíduo que não se adequa ou não realiza atos de acordo com o ordenamento jurídico vigente poderá ser submetido a uma punição.




 

                                             violência urbana


Uma aluna me fez uma pergunta que acredito não ter uma respostas conclusiva: o porquê de tanta violência urbana no país?

 

Como o tempo para respondê-la era muito curto, pedi que visitasse posteriormente meu blog para ler, não uma resposta, alguns apontamentos necessários para a compreensão do problema. Outro motivo de aqui postar tais apontamentos está no fato de possibilitar um debate aberto com os leitores, especialmente com aqueles que constantemente têm deixado registrado suas perspectivas sobre as questões colocadas por mim. Vamos aos apontamentos:

 

Primeiramente julgo necessário delimitar o fenômeno em pauta. Violência urbana é o conceito do fenômeno social de comportamento deliberadamente agressivo e transgressor exercido por indivíduos ou coletividades nos limites do espaço urbano, sendo ela determinada localmente por valores sociais, culturais, econômicos, políticos e morais de uma sociedade, podendo variar no tempo.

 

Existem diversos fatores para a existência de tanta violência urbana. Podemos começar...

 Citando a influência da globalização que disseminou pelo mundo comportamentos violento, como aqueles originários nos Estados Unidos (Gangues de rua, a pichação de prédios). O mal funcionamento dos mecanismos de controle jurídicos colaboram para a disseminação da violência de todas as espécies. A falha no exercício da coerção é um dos fatores mais apontados como causadores de condições para o exercício da violência.

 

Ao contrário do que comumente ouvimos em conversas informais, a violência não tem sua causa na pobreza. Se fosse correto essa afirmação, o continente africano seria o mais violento, assim como seria aqui as Regiões Nordestes e Norte, perspectivamente as mais violentas. O que constatamos é que a violência tem estado relacionada à desigualdade social (veja os níveis de violência na América Latina, assim como na Região Sudeste). A imposição do modelo de consumo capitalista não tem sido condizente com as condições para obtê-lo. Muitos por não conseguirem ser alguém por meios legais, acabam buscando outras vias (é claro que não é apenas um fator isolado o motivador de tais práticas ilegais).

 

O Brasil possui características propiciadoras de violência urbana, como a existência de instituições frágeis (entre elas a família), profundas desigualdades sociais e uma tradição cultural violenta. Outra questão importante é a aceitação de condutas ilegais, que dependendo da gravidade é classificada pelos próprios indivíduos como “jeitinho brasileiro”. O brasileiro aceita facilmente o rompimento com as normas jurídicas, seja por parte do Estado (por exemplo, o uso de tortura ao pobre como meio de punição de criminosos ou de investigação), como por parte da sociedade civil (ocupação de espaços públicos por camelôs; infrações de trânsito; desrespeito ao consumidor; empregador que não paga os direitos dos empregados, etc.).

 

Somado a tais fatores soma-se a exclusão política e o baixo desempenho do sistema educacional de nosso país. Em fim, realizo esses breves apontamentos para reflexão. Não creio que seja uma resposta, mas um caminho para a reflexão do fenômeno.                                                        

 

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA

 

O que vem primeiro, o indivíduo ou a sociedade? Os indivíduos moldam a sociedade ou a sociedade molda os indivíduos? Em poucas palavras, podemos dizer que os indivíduos e sociedade fazem da mesma trama, tecida pelas relações sociais. Portanto, não há separação entre eles.

Nós, seres humanos, nascemos e passamos nossa existência em sociedade porque necessitamos uns dos outros para viver. O fato de precisarmos uns dos outros significa que não temos autonomia? Até que ponto dispomos de liberdade para decidir e agir? Até que ponto somos condicionados pela sociedade? A sociedade nos obriga a ser o que não queremos? E nós, podemos mudar a sociedade? Como as novas regras apresentadas no CEMTN vão interferir no meu futuro? E se eu resolver não segui-las? Por que não posso usar boné nessa escola e na outra podia? As câmeras espalhadas pela escola são instrumentos de proteção ou controle?

Para estudar essas questões, os sociólogos desenvolveram alguns conceitos, como socialização, sociabilidade, contatos sociais, interação, convívio, isolamento, relação, processo social, gerando assim uma infinidade de análises da vida em sociedade. Nessa apostila estudaremos uma série desses conceitos e buscaremos compreender a relação que existe entre o conhecimento sociológico nosso cotidiano.

               

 

    
 
    

 

 

 

 

 

                           SOCIOLOGIA –

 

VIVENDO ENTRE LOBOS

 


O “menino selvagem”  Victor de Aveyron é um dos casos mais conhecidos de seres humanos criados livres em ambiente selvagem. Provavelmente abandonado numa floresta aos 4 ou 5 anos, foi objeto de curiosidade e provocou discussões acaloradas principalmente na França, onde o caso ocorreu.

Sua história oficial começa em 1797, quando um menino inteiramente nu, que fugia do contato com as pessoas, foi visto pela primeira vez na floresta de Lacaune. Em 9 de janeiro de 1800 foi registrado seu aparecimento num moinho em Saint-Sernein, distrito de Aveyron. Tinha a cabeça, os braços e os pés nus; farrapos de uma velha camisa cobriam o resto do corpo. Era um menino de cerca de 12 anos de idade, media 1,36 m, tinha a pele branca e fina, rosto redondo, olhos negros e fundos, cabelos castanhos e nariz comprido e aquilino. Sua fisionomia foi descrita como graciosa; sorria involuntariamente e seu corpo apresentava a particularidade de estar coberto de cicatrizes.

 

ESTUDO SOCIOLÓGICO DO CASO

 

Alguns médicos, como os franceses Esquirol (1772-1840) e Pinel (1745-1826), diagnosticaram o menino selvagem como idiota (nomenclatura que hoje corresponde à deficiência mental grave). Talvez por essa razão tenha sido abandonado pelos pais.

O médico psiquiatra Jean-Marie Gaspard Itard, diretor de um instituto de surdos-mudos, não compartilhava da opinião dos colegas. Propôs uma questão: Quais as consequências da privação do convívio social e da ausência absoluta da educação social humana para a inteligência de um adolescente que viveu assim, separado de indivíduos de sua espécie? Ele acreditava que a situação concreta de abandono e afastamento da civilização explicava o comportamento diferente do menino Victor, contrapondo-se ao diagnóstico de deficiência mental para o caso.

 Em seu livro A educação de um homem selvagem, publicado em 1801, Itard apresenta seu trabalho com o menino selvagem de Aveyron, descrevendo as etapas de sua educação: ele já é capaz de sentar-se convenientemente à mesa, tirar a água necessária para beber, levar ao seu benfeitor as coisas de que necessita; diverte-se ao empurrar um pequeno carrinho e começa também a ler. Cinco anos mais tarde já fabricava pequenos objetos e podava as plantas da casa. A partir desses resultados Itard reforçou sua tese de que os hábitos selvagens e a aparente deficiência mental iniciais eram apenas e tão-somente resultados de uma vida afastada de seus semelhantes e da civilização.

Acompanhando de perto e trabalhando vários anos com Victor para educá-lo, Itard formula a hipótese de que a maior parte das deficiências intelectuais e sociais não é inata, mas tem sua origem na ausência da socialização, na falta de comunicação com os semelhantes principalmente pela palavra. Aproximando-se da visão sociológica dos fatos sociais, o pesquisador concluiu que o isolamento social prejudica a sociabilidade do indivíduo. E a sociabilidade é a base da vida em sociedade.

Os estudos de Itard reforçam um dos fundamentos da Sociologia: os fatos sociais, embora exteriores são introjetados pelo indivíduo e exercem sobre ele um poder coercitivo, já que determinam seu comportamento.

 

 

 

 

OUTRO CASO DE CRIANÇAS CRIADAS POR LOBOS


 

Duas meninas, Amala e Kamala, foram descobertas em 1921, numa caverna da Índia, vivendo entre lobos. Essas crianças, que na época tinham quatro e oito anos de idade, foram confiadas a um asilo e passaram a ser observadas por estudiosos. Amala, a mais jovem, não resistiu à nova vida e logo morreu. A outra., porém, viveu cerca de oito anos.

Ambas apresentavam hábitos alimentares bem diferentes dos nossos. Como fazem normalmente os animais, elas cheiravam a comida antes de tocá-la, dilaceravam alimentos com os dentes e faziam pouco uso das mãos para beber e comer. Possuíam aguda sensibilidade auditiva e o olfato desenvolvido. Locomoviam-se de forma curvada, com as mãos apoiadas no chão, como o fazem os quadrúpedes. Kamala levou seis anos para andar de forma ereta. Notou-se também que a menina não ficava à vontade na companhia de pessoas, preferindo o convívio com os animais, que não se assustavam com sua presença e pareciam até entendê-la. (Adaptado de: A. Xavier Telles. Estudos Sociais. São Paulo, Nacional, 1969. p. 115-6.)

 

 

 

 

 

 

SOCIABILIDADE E SOCIALIZAÇÃO

 

Assim como no caso do menino de Aveyron, a experiência das duas crianças criadas entre lobos na Índia mostra que os indivíduos só adquirem características realmente humanas quando convivem em sociedade com outros seres humanos, estabelecendo com eles relações sociais. Assim, o ato de tornar-se humano não ocorre naturalmente, ele ocorre durante os processos de sociabilidade e socialização (processos distintos, mas complementares).

Aristóteles, que viveu entre 384 e 322 antes de Cristo, afirmava que o homem é, por natureza, um animal social. Isso significa que a vida em grupo é uma exigência da natureza humana. O homem necessita de seus semelhantes para sobreviver, perpetuar a espécie e também para se realizar plenamente como pessoa.

A sociabilidade - capacidade natural de espécie humana para viver em sociedade - desenvolve-se pelo processo de socialização. Pela socialização o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu, assimilando o conjunto de hábitos e costumes característicos daquele grupo.

Participando da vida em sociedade, aprendendo suas normas, seus valores e costumes, o indivíduo está se socializando. Quanto mais adequada é a  socialização do indivíduo, mais sociável ele poderá se tornar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONTATOS SOCIAIS

 

 

O contato social é a base da vida social. É o passo inicial para que ocorra qualquer associação humana.  Ao dar uma aula o professor entra em contato com seus alunos. Duas pessoas conversando estabelecem um contato social. A convivência humana pressupõe uma série de diferentes contatos sociais.  Os contatos sociais podem ser:

     * Primários – são os contatos pessoais, diretos, face a face, e que têm uma base emocional, pois as pessoas neles envolvidas compartilham suas experiências individuais. São exemplos característicos de contatos sociais primários os que ocorrem na família entre pais e filhos.

    * Secundários – são os contatos impessoais, calculados, formais; são mais um meio para atingir um determinado fim. Por exemplo, o contato do passageiro com o cobrador do ônibus, apenas para pagar a passagem; ou o contato do cliente com o caixa do banco ao descontar um cheque. São também considerados contatos secundários os contatos mantidos através de carta, telefone, telegrama e internet.

 

REFLEXOS DOS CONTATOS SOCIAIS PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS

É importante destacar que as pessoas que têm uma vida baseada mais em contatos primários desenvolvem uma personalidade diferente daquelas que têm uma vida com predominância de contatos secundários. Um lavrador, por exemplo, apresenta uma personalidade bastante diversa da de um executivo.

Com a industrialização e a consequente urbanização diminuíram os grupos de contatos primários, pois a cidade é a área em que há mais grupos nos quais predominam os contatos secundários.

As relações humanas nas grandes cidades podem ser mais fragmentadas e impessoais, caracterizando uma tendência aos contatos sociais secundários e ao individualismo, pois aproximadamente física não significa necessariamente proximidade afetiva. A vida nas metrópoles, por exemplo, facilita os conflitos. Um exemplo de individualismo cultivado nas grandes cidades são as brigas no transito, cada vez mais frequentes, muitas com desfecho violento.

CONVÍVIO SOCIAL, ISOLAMENTO E ATITUDES


A história demonstra que o convívio social foi e continua a ser decisivo para o desenvolvimento da humanidade. As descobertas feitas por um grupo, quando comunicadas ás outras pessoas, tornam-se estimulo e ponto de partida para aperfeiçoamentos e novas descobertas. Transmitidas de geração a geração, esses conhecimentos compartilhados não perdem com a morte de seus descobridores. No convívio social, o compartilhamento entre indivíduos se dá pelos contatos sociais.

A ausência de contatos sociais caracteriza o isolamento social. Existem mecanismos que reforçam o isolamento social. Entre eles estão as atitudes de ordem social e as atitudes de ordem individual.

As atitudes de ordem social envolvem os vários tipos de preconceitos (de cor, de religião, de sexo, etc.). Um exemplo histórico de preconceito é o anti-semitismo, voltado contra os judeus. Tal atitude foi especialmente violenta durante a Idade Média e também entre os anos de 1933 e 1945, nos países dominados pela ideologia nazista. A África do Sul é outro exemplo de país onde por várias décadas imperou uma legislação que afastava do convívio social com os brancos a maior parte da população: era o apartheid, que minoria branca impunha á maioria negra, relegando seus membros á condição de cidadãos inferiores.

Uma atitude de ordem individual que reforça o isolamento social é a timidez. O sociólogo Karl Mannheim considera que a timidez, o preconceito e a desconfiança podem levar o indivíduo a um isolamento parcial semelhante ao ocasionado de modo geral pelas deficiências físicas, quando os portadores são segregados dentro de seu próprio grupo primário.

 

 

QUEBRANDO REGRAS


O ser humano se guia pela inteligência. Sobre a necessidade de vida gregária (em grupo), edificamos o convívio social.

As formas de convívio social são diversificadas, pois cada cultura, cada povo, tem suas regras particulares de convivência humana. As condições de convivência podem se modificar de acordo com certas transformações que ocorrem nas sociedades. Por exemplo, a situação da mulher de maneira geral foi se modificando rapidamente ao longo das últimas décadas do século XX. Quem imaginaria, nos anos de 1920, a mulher brasileira votando. Pois as brasileiras obtiveram direito de voto apenas em 1933. Difícil também imaginar, há cinquenta anos, mulheres ocupando cargos executivos em grandes empresas ou trabalhando em fábricas de montagem lado a lado com os homens, ou dirigindo a economia e a política de uma grande nação, como foi o caso de Margareth Thatcher, na Inglaterra, nos anos de 1979 a 1990. No Brasil, a eleição de Dilma Rousseff comprova que as mulheres vêm conquistando um espaço cada vez maior, tanto na política como em outras diversas atividades sociais.

 

 

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO

 

Há setecentos anos, Frederico II, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, efetuou uma experiência para determinar que língua as crianças falariam quando crescessem, se jamais tivessem ouvido alguém falar falariam hebraico (que então se julgava ser a língua mais antiga), grego, latim ou a língua de seu país?

Deu instruções às amas e mães adotivas para que alimentassem as crianças e lhes dessem banho, mas que sob hipótese nenhuma falassem com elas ou perto delas, O experimento fracassou, porque todas as crianças morreram. (Paul B. Horton e Chester L. Hunt. Sociologia. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1980. p. 77.)

Assim como a história de Victor de Aveyron, narrada no início de nossa apostila, o fracassado experimento de Frederico lI mostra que a comunicação é vital para a espécie humana e para o desenvolvimento da cultura.

O principal meio de comunicação do ser humano é a linguagem. Por meio dela, os indivíduos atribuem significado aos sons articulados que emitem. Graças à linguagem podemos transmitir pensamentos e sentimentos aos nossos semelhantes, assim como nossas experiências e descobertas às gerações futuras, fazendo com que os conhecimentos adquiridos não se percam.

Além da linguagem falada, o ser humano desenvolveu outras formas de comunicação ao longo da História. Um grande avanço ocorreu com o surgimento da escrita, na Mesopotâmia, por volta de 4000 a.C. A invenção dos tipos móveis de impressão por Gutenberg, no século XV, foi outro passo importante. Nos séculos XIX e XX assistimos à invenção do telégrafo, do telefone, do rádio, do cinema, da televisão, do telex, da comunicação por satélite, da internet.

Atualmente, fatos, ideias, sentimentos, atitudes e opiniões são compartilhados por milhões de pessoas na maior parte do planeta, graças a esses meios de comunicação. Por essa razão, o especialista em comunicação Marshall McLuhan afirmou que o mundo contemporâneo é uma autêntica “aldeia global”, pois os meios de comunicação de massa moldam hoje as ideias e opiniões de grupos cada vez maiores de indivíduos.

 

 

INTERAÇÃO SOCIAL

 

 


 

Quando dá uma aula, o professor está em contato social com seus alunos e estabelece comunicação com eles. Os alunos aprendem coisas; seu comportamento, portanto, sofre uma modificação. Também o comportamento do professor sofre modificações: sua explicação é diferente de uma classe para outra, ele detém-se num ponto mais difícil e pode até mudar de opinião depois de uma discussão em classe. Portanto, o professor influencia os alunos e também sofre influência deles. Dizemos então que existe entre eles uma interação social.

O aspecto mais importante da interação social é que ela provoca uma modificação de comportamento nos indivíduos envolvidos, como resultado do contato e da comunicação que se estabelece entre eles. Desse modo, fica claro que o simples contato físico não é suficiente para que haja uma interação social. Por exemplo, se alguém se senta ao lado de outra pessoa num ônibus, mas ambos não conversam, não está havendo interação social.

Os contatos sociais e a interação social constituem, portanto, condições indispensáveis à associação humana. Os indivíduos se socializam através dos contatos e da interação social.

A interação social pode ocorrer entre uma pessoa e outra, entre uma pessoa e um grupo ou entre um grupo e outro:

pessoa               pessoa

pessoa                 grupo

grupo                  grupo

 

 

RELAÇÃO SOCIAL

 

A interação assume formas diferentes. A forma que a interação social assume chama-se relação social. Um professor dando aula tem um tipo de relação social com seus alunos - a relação pedagógica. Da mesma forma, uma pessoa comprando e outra vendendo estabelecem uma relação econômica. Além dessas, as relações sociais podem ser políticas, religiosas, culturais, familiares etc.
            A forma mais típica de interação social, como vimos, é aquela em que há uma influência recíproca entre os participantes. Mas alguns autores falam em interação social quando apenas um dos elementos influencia o outro. Isso acontece quando um dos pólos da interação está representados por um meio de comunicação apenas físico, como a televisão, o livro, uma gravação. Assim é que, quando um indivíduo assiste a um programa de televisão, ele pode ser influenciado pelo programa, mas não o influencia. Ocorre, nesse caso, uma interação não-recíproca. Neste tipo de interação, apenas um dos lados influencia o outro.

 

PROCESSOS SOCIAIS

 

Os alunos de uma escola resolvem fazer uma limpeza geral no salão de festas para o baile de formatura. Organizam-se, um ajuda o outro e logo o trabalho está acabado. Esse resultado foi possível porque houve cooperação. A cooperação é um tipo de processo social.

A palavra processo designa a contínua mudança de alguma coisa numa direção definida. Processo social indica interação social, movimento, mudança. Os processos sociais são as diversas maneiras pelas quais os indivíduos e os grupos atuam uns com os outros, a forma pela quais os indivíduos se relacionam e estabelecem relações sociais.

Qualquer mudança proveniente dos contatos sociais e da interação social entre os membros de uma sociedade constitui, portanto, um processo social.

 

TIPOS DE PROCESSOS SOCIAIS

 

No grupo social ou na sociedade como um todo, os indivíduos e os grupos se reúnem e se separam, associam-se e  dissociam-se. Assim, os processos sociais podem ser associativos e dissociativos.

Os processos associativos estabelecem I formas de cooperação, convivência e consenso no grupo. Já os dissociativos estão relacionados a formas de divergência, oposição e conflito, que podem se manifestar de modos diferentes.

Os principais processos sociais associativos são cooperação, acomodação e assimilação.

Os principais processos sociais dissociativos são competição e conflito.

A seguir, vamos estudar os processos associativos e dissociativos. Você vai perceber que não seguimos a ordem apresentada no esquema anterior. Isso se deve, em parte, à necessidade de se priorizarem certos processos, seja para facilitar o entendimento de outro, seja porque a partir dele podem surgir outros processos.

 

COOPERAÇÃO


A cooperação é a forma de interação social na qual diferentes pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para um mesmo fim. São exemplos de cooperação: a reunião de vizinhos para limpar a rua, ou de pessoas para fazer uma festa; mutirões de moradores para construir conjuntos habitacionais; sociedades cooperativas etc.

A cooperação pode ser direta ou indireta.

Cooperação direta compreende as atividades que as pessoas realizam juntas, como é o caso dos mutirões.

Cooperação indireta é aquela em que as pessoas, mesmo realizando trabalhos diferentes, necessitam indiretamente umas das outras, por não serem auto-suficientes. Tomemos o exemplo de um médico e de um lavrador: o médico não pode viver sem o alimento produzido pelo lavrador, e este necessita de cuidados médicos quando fica doente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COMPETIÇÃO

 


 

"No uso recente, competição é a forma de interação que implica luta por objetivos escassos; essa interação é regulada por normas, pode ser direta ou indireta, pessoal ou impessoal, e tende a excluir o uso da força e da violência" (Dicionário de Ciências Sociais. Rio de Janeiro, Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1987. p. 218).

A competição pode levar indivíduos a agir uns contra os outros em busca de uma melhor situação. Ela nasce dos mais variados desejos humanos, como ocupar uma posição social mais elevada, ter maior importância no grupo social, conquistar riqueza e poder, vencer um torneio esportivo etc.

Ora, nem todos podem obter os melhores lugares nas esferas sociais, pois os postos mais importantes são em número muito menor que seus pretendentes, isto é, são escassos. Assim, os que pretendem alcançá-los entram em competição com os demais concorrentes. Nessa disputa, as atenções de cada competidor estão voltadas para a recompensa e não para os outros concorrentes.

Há sociedades que estimulam mais a competição que outras. Entre as tribos indígenas, por exemplo, as relações não são tão acentuadamente competitivas como na sociedade capitalista. Esta última estimula os indivíduos a competirem em todas as suas atividades – na escola, no trabalho e até no lazer -, exacerbando o individualismo em prejuízo da cooperação.

 

CONFLITO

 


 

Quando a competição assume características de elevada tensão social, sobrevém o conflito.

Diariamente, vemos e ouvimos no noticiário dos jornais, do rádio e da televisão relatos de conflitos em diversas partes do mundo: combate na Colômbia entre tropas do governo e fazendas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), no interior do Brasil, às vezes seguidas (ou precedidas) de assassinatos de líderes sindicais a mando de grandes fazendeiros (veja o boxe na página seguinte); motins e fugas de menores da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), em São Paulo, conflitos entre israelenses e palestinos no Oriente Médio.

O conflito social é um processo social, pois provoca mudanças na sociedade. Tomemos o exemplo dos negros norte-americanos. Depois de violentos choques com a polícia durante os anos 1960, eles conseguiram ver reconhecidos seus direitos civis. Passados mais de trinta anos, embora certas formas de racismo e discriminação ainda persistam nos Estados Unidos, o negro integrou-se, pelo menos em parte, à sociedade norte-americana, permitindo, inclusive a primeira eleição de um presidente negro americano. Outro exemplo mais recente foi a mudança do governo no Egito graças à pressão popular.

 

 

QUESTÕES PARA ESTUDO*

1-      Em que momento Marcinelo apresenta sua capacidade de socialização? Explique.

2-      Cite exemplos de contatos sociais primários e secundários que ocorreram na história dos Xulingos.

3-      O autor afirma que a falta de afetividade reforça o individualismo e estimula os conflitos. Que relação essa ideia possui com a história dos Xulingos?

4-      O isolamento social está relacionado a atitudes de ordem social e individual. Há atitudes de isolamento social na história dos Xulingos? Explique.

5-      Na apostila, o autor apresenta os seguintes conceitos: Interação Social, Relação Social e Processo Social. Explique o significado de cada um desses conceitos e exemplifique-os.

6-      Escreva um texto (mínimo de 25 linhas) sobre a importância dos conhecimentos sociológicos na sua vida. No seu texto você necessita utilizar a linguagem científica que estamos estudando em Sociologia, assim sua redação precisa apresentar os seguintes conceitos obrigatórios – Sociabilidade e Socialização, Contatos Sociais Primários e Secundários, Fatos Sociais, Grupos Áulicos e Processos Sociais Associativos e Dissociativos.

 

*Essa atividade deverá ser feita em sala de aula, após a leitura de uma história que servirá como elemento de contextualização prática dos conceitos estudados.

 

 

 

 

 

 

O Bicho – Manuel Bandeira

 

 

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

 

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

 

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

 

O bicho, meu Deus, era um homem.

 

 

 

--> As desigualdades entre os homens

Cada sociedade gera formas de desigualdade específicas, que são o resultado de como essas sociedades se organizam; As desigualdades assumem feições distintas porque são constituídos a partir de um conjunto de elementos econômicos, políticos e culturais próprios de cada tipo de organização.

 

--> Interpretando as desigualdades

Transição do Feudalismo ao Capitalismo: questionamento sobre os fundamentos das desigualdades entre os homens;

 

Thomas Hobbes (1588-1679)

 

• No estado de natureza, o homem se encontrava entregue às suas próprias paixões (competição, vaidade, desconfiança, etc.);

 

• O que levava ao comportamento anti-social;

 

• Guerra de todos contra todos pelo poder;

 

• Necessidade de um poder soberano, superior a todos os homens;

 

• Que não eliminaria a luta competitiva entre os indivíduos, mas a colocaria sob o controle da lei e da ordem;

 

• Todos os homens eram naturalmente iguais, o que tornava possível o estabelecimento de uma luta incansável entre eles;

 

• Contrato social: preservação da vida;

 

John Locke (1632-1704)

 

• Necessidade em se estabelecer uma sociedade política, baseada num pacto entre homens livres e iguais;

 

• Concepção que justificava as desigualdades como inerentes às próprias condições de existência social e política dos indivíduos;

 

• Para Locke, os homens eram livres e iguais na medida em que tinham propriedades a zelar;

 

• Os proprietários somente de sua força de trabalho não eram considerados aptos a pactuar, dadas as suas condições de existência;

 

• Noção de proprietário não se apresentava vinculada apenas à posse material;

 

• Ser proprietário, na teoria individualista do século XVII, significava ter antes de tudo a propriedade de si mesmo;

 

• Sociedade capitalista: exigia que o indivíduo se apresentasse como proprietário, se não dos instrumentos de trabalho, pelo menos de sua força de trabalho para negociar com o patrão em condições de igualdade;

 

• Estabelecimento de um conjunto de artifícios políticos para a proteção de determinados interesses em nome dos interesses de todos os indivíduos;

 

• Surgem leis para regulamentar a relação contraditória e desigual que florescia com o desenvolvimento do capitalismo;

 

--> Enquanto as desigualdades tornavam-se cada vez mais visíveis no cotidiano da sociedade, principalmente nas cidades européias, a ideia de igualdade estava ganhando nova dimensão, que teria sua máxima no postulado do liberalismo do século XVIII de que todos são iguais perante a lei;

 

--> A problemática da desigualdade era o centro das diversas reflexões na Europa do século XVIII. A discussão girava em torno da relação entre propriedade, liberdade e desigualdade;

 

Edmund Burke (1729-1797)

 

• Expoente do liberalismo inglês, afirmava que a propriedade garantia a liberdade, mas exigia a desigualdade;

 

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

 

• A liberdade só tinha sentido se estivesse baseada na igualdade;

 

• A igualdade é um princípio jurídico, pois a desigualdade condena os homens à não-liberdade;

 

• Todos os homens deveriam ser iguais perante a lei;

 

• A condição social do homem leva à situação de desigualdade, a qual não pode ser explicada por fatores naturais;

 

• Desigualdade como um fenômeno social, ou seja, gerado pela própria sociedade;

 

• Contrato social: submissão de todos os indivíduos e dos governantes à vontade geral da sociedade; Ideia de bem comum;

 

• A questão básica no pensamento de Rousseau referia-se à igualdade moral e legítima, a qual estabelecia a possibilidade de uma sociedade que tivesse como base a igualdade jurídica de todos os seus membros;

 

--> Desigualdade: a pobreza como fracasso

 

• O desenvolvimento da industrialização, a partir do século XVIII, propiciou o crescimento econômico capitalista;

 

• Relações entre o capital e o trabalho: o capitalista (o patrão) e o trabalhador assalariado (o operário) passaram a ser as personagens principais dessa nova organização;

 

• Liberalismo (século XVIII): defesa da propriedade privada, liberdade de comércio, igualdade perante a lei; Foi a justificativa encontrada para o novo mundo e o novo homem que surgiram com o crescimento do capitalismo; A concepção de sociedade e de homem que vigorava na sociedade medieval estava sendo absolutamente transformada;

 

• Louvava-se o homem de negócios (o burguês) como a expressão do sucesso, e sua conduta servia de modelo para a sociedade como um todo;

 

• A riqueza era mostrada como fruto do trabalho e a todos acessível por intermédio dele;

 

• A pobreza (indicador fundamental das desigualdades), em contraposição, seria produto do fracasso pessoal, e a sociedade não era responsável por sua existência;

 

• Os pobres, no entanto, tinham que colaborar para a preservação dos bens dos ricos, uma vez que esse lhe dava trabalho;

 

• Divulga-se a idéia de que os pobres deviam preservar os bens de seus patrões, tais como máquinas e ferramentas, e que Deus os vigiava constantemente no seu trabalho. Portanto, perder tempo na execução de sua tarefa era roubar o patrão que lhes estava pagando por uma jornada de trabalho;

 

• Ao pobre recomendava-se paciência, religiosidade e seriedade como forma de aceitação das novas regras morais que se iam estabelecendo. É interessante notar que não era mais pela ausência da graça divina que se justificava a pobreza, como ocorria até o século XVII. Combinava-se, agora, o fracasso e a ausência de graça;

 

Edmund Burke – ao discutir se o governo e os ricos deviam ou não atender às necessidades dos pobres, argumentava que ninguém podia ajudá-los, uma vez que a providência divina os havia abandonado;

 

Reforma protestante: papel primordial na justificativa do conjunto de valores que embasaram a nova concepção de riqueza e de pobreza que se desenvolveu no século XVIII; Também a igreja católica incumbiu-se de inculcar nos indivíduos a idéia de que todos deviam trabalhar incessantemente, pois essa era uma das formas de se alcançar a salvação eterna;

 

--> A pobreza era também apresentada como necessária, já que sem ela não haveria riqueza;

 

Thomas Robert Malthus (1766-1834) – não resolveria pagar salários maiores aos pobres, pois isso os levaria à bebedeira e a outros gastos supérfluos, e que, além de não eliminar a pobreza, incentivaria a desordem e a desobediência;

 

Voltaire (1694-1778) – para que o pobre trabalhasse constantemente, devia ter os seus ganhos limitados, ou seja, nunca ter um salário acima de suas necessidades básicas, pois, se isso ocorresse, ele não mais se sujeitaria ao trabalho;

 

--> O surgimento dessa concepção de pobreza foi um dos aspectos básicos da nova maneira de ver o mundo que se desenvolveu no século XVIII, uma vez que a partir dessa visão se justificava também a riqueza. Os defensores da ordem social capitalista procuravam formas de apresentar as desigualdades sociais não como decorrentes do conjunto de atividades e condições materiais vigentes, mas como decisão própria daqueles que não aceitavam se submeter às condições do próprio trabalho;

 

--> As desigualdades como produto das relações sociais

No século XIX apareceram várias teorias que iam contra as explicações que até então vinham sendo desenvolvidas. Inauguram-se, assim, linhas de pensamento que indagavam sobre as condições de produção e reprodução das diferenças sociais. A simples colocação da questão nesses termos já significava a não-aceitação da desigualdade como um fato “natural” ou “estabelecido por Deus”. Começava-se a investigar a origem das desigualdades.

 

Platão (427-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.) – alguns nasciam livres e outros escravos; a diferença era, então, produzida naturalmente;

 

Santo Agostinho (354-430) e São Thomas de Aquino (1225-1274) – Deus ordenava as desigualdades;

 

Século XIX – floresceram correntes seguindo os escritos de Rousseau, para quem a desigualdade entre os homens tinha de ser pensada a partir das condições sociais vigentes;

 

Karl Marx (1818-1883) – Sua reflexão sobre a desigualdade social não se restringe aos aspectos jurídicos. Ele a considera como um produto de um conjunto de relações pautado na propriedade como um fato jurídico, mas também político. Resumindo: a questão da dominação, que garante a manutenção e a reprodução dessas condições desiguais, embasa suas reflexões;

 

As desigualdades sociais se manifestam num sistema de organização social no qual uma classe produz e outra se apropria do produto desse trabalho. Tornam-se, assim, evidentes as contradições entre as duas classes fundamentais do modo de produção capitalista – a classe operária e a classe capitalista – e garante-se a dominação política desta última sobre a primeira.

 

A vida social produz e reproduz a todo instante e em todos os níveis, não apenas econômicos, mas também políticos e culturais, uma multiplicidade de relações contraditórias que, por sua vez, são responsáveis pela manutenção das desigualdades sociais.

 

As dificuldades sociais são fabricadas pelas relações econômicas, sociais, políticas e culturais. Dessa maneira, as desigualdades não são apenas econômicas, mas também culturais, pois expressam concepções de mundo diferentes, de acordo com cada classe social.

 

Participar de uma classe social significa, para o indivíduo, partilhar de múltiplas e diversas atividades sociais, na escola, na família, no trabalho, etc., que definem uma forma de pensar e de conceber a si próprio e aos outros.

 

 

 

 

 

Sociologia exercícios 10 questões

 por sombrio em Sab 24 Jul 2010 - 1:38

 

.SOCIOLOGIA

 

01. Um dos exemplos abaixo não condiz com um comportamento cidadão :

a) respeitar o sinal vermelho ;

b) não jogar lixo no chão ;

c) não pichar placas de sinalização ;

d) não destruir telefones públicos ;

e) não pagar impostos .

 

02. A policia militar do estado do rio de janeiro tem se comportado também como uma policia

cidadã , o melhor exemplo dessa situação está na ( o ) :

a) compra de caveirões ;

b) na aquisição de novos fuzis ;

c) na aquisição do caveirão voador ;

d) na gratificação faroeste ;

e) na instalação das UPPs .

 

03. No Brasil a preocupação com a cidadania se revela em alguns dos elementos abaixo , com

exceção do ( a ) :

a) igualdade de todos perante a lei ;

b) inclusão dos deficientes na sociedade ;

c) estatuto do idoso ;

d) estatuto da criança e do adolescente ;

e) os fichas – sujas poderem se candidatar as eleições .

 

04. O conjunto de valores sociais e culturais praticados por um grupo social , instituição ou uma

sociedade pode ser definido como :

a) ética ;

b) política ;

c) cidadania ;

d) anomia ;

e) apatia .

 

05. O principio de condução de um grupo social , instituição ou sociedade baseado numa

determinada filosofia de governo e ou idéia pode ser definido como :

a) corrupção ;

b) nepotismo ;

c) discriminação racial ;

d) política ;

e) anomia .

 

06. Empregar parentes na administração publica , sem concurso , é uma pratica dos políticos

brasileiros , que recebe o nome de :

a) ação afirmativa ;

b) terceiro setor ;

c) nepotismo ;

d) prevaricação ;

e) discriminação racial ;

 

07. Numa sociedade democrática temos a esfera publica , onde se localiza o Estado e seus

poderes , no Brasil o poder executivo federal é exercido :

a) pela câmara de vereadores ;

b) pelo governador do DF ;

c) pelo senado federal ;

d) pelo STF ;

e) pelo presidente da republica .

 

08. São exemplos de organizações privada sem fins lucrativos que se estabelecem fora do

mercado de trabalho e do governo , com exceção da ( o ) :

a) OAB ;

b) ABI ;

c) CNBB ;

d) UNE ;

e) GUARDA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO.

 

09. Os grupos sociais tem por objetivo :

a) substituir o papel da família ;

b) complementar o papel da família ;

c) ocupar o espaço da policia ;

d) ofertar empregos públicos ;

e) destruir as regras estabelecidas .

 

10. Qual dos elementos abaixo não representa uma característica dos grupos sociais ?

a) pluralidade de indivíduos ;

b) organização ;

c) interação social ;

d) objetividade e exterioridade ;

e) conflito .

 

 

 

 

GABARITO

 

01.E

02.E

03.E

04.A

05.D

06.C

07.E

08.E

09.B

10.E

.

 

 

 

Exercícios Resolvidos

1- A sociedade humana é caracterizada por:

I. Ter se formado com o aparecimento do Homem.

 

II. Relações sociais, sem ela a sociedade humana não existiria.  

 

III. Ser um conjunto de indivíduos que unem-se com a intenção de se ajudarem, satisfazendo seus interesses e desejos e dando continuidade a vida.

 

IV. Sobreviver sem o apoio e a solidariedade do grupo.

 

V. Não ter comunicabilidade humana.

 

Pode-se afirmar que:

 

a) apenas a alternativa V está correta.

 

b) apenas as alternativas I e II estão corretas.

 

c) apenas as alternativas I e III estão corretas.

 

d) apenas as alternativas I,II e III estão corretas.

 

e) apenas as alternativas II, III e IV estão corretas.

 

 

2- O conceito das Ciências Sociais é:

a) O estudo sistemático do comportamento social do homem.

 

b) O estudo sistemático do comportamento social do cachorro.

 

c) O estudo sistemático do comportamento social dos seres vivos.

 

d) O estudo sistemático do comportamento dos seres vivos.

 

e) N.D.A.

 

 

3- Quais das alternativas são campos em que se dividem as Ciências Sociais?

a) Sociologia, Economia, Antropologia, Humanidades.

 

b) Sociologia, Economia, Antropologia, Ciência Política.

 

c) Sociologia, Geografia, Antropologia, Humanidades.

 

d) Sociologia, Geografia, Biologia, Ciência Política.

 

e) Sociologia, Economia, Biologia, Ciência Política.

 

 

 

 

Exercícios – MÓD I Sociologia Organizacional – Tânia Pereira

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ.

Bertold Brecht

Quem construiu a Tebas de sete portas?

Nos livros estão os nomes dos reis.

Arrastaram eles os blocos de pedras?

E a Babilônia várias vezes destruída –

Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas

Da Lima dourada moravam os construtores?

Para onde foram os pedreiros na noite em que a

Muralha da China ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.

Quem os ergueu? Sobre quem

Triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio

Tinha somente palácios para os seus habitantes?

Mesmo na lendária Atlântida

Os que se afogavam gritaram por seus escravos

Na noite em que o mar a tragou.

Os que se afogavam gritaram por seus escravos

Na noite em que o mar a tragou.

O jovem Alexandre conquistou a Índia.

Sozinho?

César bateu os gauleses.

Não levava sequer um cozinheiro?

Filipe da Espanha chorou, quando sua

Armada.

Naufragou. Ninguém mais chorou?

Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.

Quem venceu além dele?

Cada página, uma vitória.

Quem cozinhava o banquete?

A cada dez anos um grande homem.

Quem pagava a conta?

Tantas histórias.

Tantas questões.

1‐ Analise e destaque a idéia central do texto acima.

2‐ De acordo com o mesmo texto assinale a resposta correta.

A História da Humanidade é produto do talento de um único homem.

b)A História da Humanidade é produto do homem em sociedade

c)A história da Humanidade é produto do talento do governante somado a sociedade.

d)Todas as respostas estão corretas.

3‐ Pode‐se afirmar que o método é o elemento fundamental na distinção entre o positivismo durkheimiano e o idealismo alemão?

a)Sim.

b)Não.

c)Ambos usam o mesmo método.

d)O principal elemento de distinção é o objeto de estudos.

4‐Para Émile Dürkheim o objeto de estudos da Sociologia é:

a) O fenômeno social.

b) O acontecimento social.

c) O “fato social”.

d) A sociedade.

5 – Para Max Weber o objeto de estudos da Sociologia é :

a) A “ação social”.

b) A“relação social”.

c) A “ação e a relação social”.

d) A“vida social”.

6 – Na teoria weberiana tipo ideal é:

a) Um modelo de análise.

b) Um modelo de análise que possibilita ao pesquisador aproximar‐se da

realidade.

c) Um tipo de método.

d) Um tipo de objeto.

7 – O lema da bandeira brasileira “Ordem e Progresso” inspiraram‐se:

a) Na Revolução Francesa.

b) Na filosofia positivista de Augusto Comte.

c) No marxismo.

d) No idealismo alemão.

8 – O conceito de mais‐valia é um conceito chave na teoria marxista. Mais‐valia é:

a) O valor da mercadoria.

b) O número de horas a mais trabalhadas pelo trabalhador para produzir o seu salário.

c) O valor do trabalho.

d) O valor do capital.

9 – O que Marx entende por alienação?

a) Perda da capacidade de pensar logicamente.

b) Separação entre o trabalhador e os meios de produção.

c)Trabalho mecânico.

d) Trabalho artesanal.

10 – Que classes sociais Karl Marx identifica ao longo da história?

a) Nobreza e burguesia

b) Burguesia e clero

c) Nobreza, burguesia e clero.

d) Burguesia e proletariado

11 – Para Karl Marx a sociedade humana é fruto de um processo constante de transformações sociais provocadas por um determinado fator:

a) As guerras.

b) A luta de classes.

c) As invenções científicas.

d) As disputas políticas.

13 – O ser humano busca no trabalho:

a) Status social

b).Ganhar dinheiro e enriquecer

c). Receber um salário que permita a sua sobrevivência

d) Receber um salário que garanta a sua sobrevivência e ainda sentir que seu trabalho é útil à sua família e a sociedade em geral.

14.‐Considerando os versos sublinhados, assinale as repostas que nos permitem relacionar a música de Gonzaguinha ao que estudamos sobre a questão: homem/trabalho nas pesquisas de Elton Mayo?

Um Homem Também Chora (guerreiro Menino)

Gonzaguinha

Um homem também chora

Menina morena

Também deseja colo

Palavras amenas

Precisa de carinho

Precisa de ternura

Precisa de um abraço

Da própria candura

Guerreiros são pessoas

tão fortes, tão frágeis

Guerreiros são meninos

No fundo do peito

Precisam de um descanso

Precisam de um remanso

Precisam de um sono

Que os tornem refeitos

É triste ver meu homem

Guerreiro menino

Com a barra de seu tempo

Por sobre seus ombros

Eu vejo que ele berra

Eu vejo que ele sangra

A dor que tem no peito

Pois ama e ama

Um homem se humilha

Se castram seu sonho

Seu sonho é sua vida

E vida é trabalho

E sem o seu trabalho

Um homem não tem honra

E sem a sua honra

Se morre, se mata

Não dá pra ser feliz

Não dá pra ser feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gabarito

 1- d)

 

 2- a)

 

 3- b)

 

 


Espaço de socializações e sociabilidades...

sábado, 23 de maio de 2009


Exercícios - Indivíduo, Identidade e Socialização


 

01- (UEM – Inverno 2008) Em termos sociológicos, assinale o que for correto sobre o conceito de classes sociais.


01) Sua utilização visa explicar as formas pelas quais as desigualdades se estruturam e se reproduzem nas sociedades.
02) De acordo com Karl Marx, as relações entre as classes sociais transformam-se ao longo da história conforme a dinâmica dos modos de produção.
04) As classes sociais, para Marx, definem-se, sobretudo, pelas relações de cooperação que se desenvolvem entre os diversos grupos envolvidos no sistema produtivo.
08) A formação de uma classe social, como os proletários, só se realiza na sua relação com a classe opositora, no caso do exemplo, a burguesia.
16) A afirmação “a história da humanidade é a história das lutas de classes” expressa a idéia de que as transformações sociais estão profundamente associadas às contradições existentes entre as classes.

2- (UEM – Verão 2008) Leia o texto a seguir:

“Desde o início a criança desenvolve uma interação não apenas com o próprio corpo e o ambiente físico, mas também com outros seres humanos. A biografia do indivíduo, desde o nascimento, é a história de suas relações com outras pessoas. Além disso, os componentes não sociais das experiências da criança estão entremeados e são modificados por outros componentes, ou seja, pela experiência social.” (BERGER, Peter L. e BERGER, Brigitte. “Socialização: como ser um membro da sociedade”. In FORACCHI, Marialice M. e MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1977, p. 200).

Podemos concluir do texto que

01) os indivíduos, desde o nascimento, são influenciados pelos valores e pelos costumes que caracterizam sua sociedade.
02) a relação que a criança estabelece com o seu corpo não deveria ser do interesse das ciências biológicas, mas apenas da sociologia.
04) o fenômeno tratado pelo autor corresponde ao conceito de socialização, que designa o aprendizado, pelos indivíduos, das regras e dos valores sociais.
08) as experiências individuais, até mesmo aquelas que parecem mais relacionadas às nossas necessidades físicas, contêm dimensões sociais.
16) o desconforto físico que uma criança sente, como a fome, o frio e a dor, pode receber dos adultos distintas respostas de satisfação, dependendo da sociedade na qual eles estão inseridos.

3- (UEL- 2006) “Três grandes dimensões fundamentam o vínculo social. Primeiro, a complementaridade e a troca: a divisão do trabalho social cria diferenças com base na complementaridade, o que permite aumentar as trocas. Em segundo lugar, o sentimento de pertença à humanidade que nos leva a reforçar nossos vínculos com os outros seres humanos: força da linhagem, do vínculo sexual e familiar; afirmação de um destino comum da humanidade por grandes sistemas religiosos e metafísicos. Por fim, o fato de viver junto, de partilhar uma mesma cotidianeidade; a proximidade surge então como produtora do vínculo social e o camponês sedentário como o ser social por excelência.” (BOURDIN, Alain. A questão local. Rio de Janeiro: DP&A, 2001 p. 28.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar:

a) A divisão do trabalho social na sociedade contemporânea desagrega os vínculos sociais.
b) Os sistemas religiosos e metafísicos são fatores de isolamento social, por resultarem de criações subjetivas dos indivíduos.
c) O cotidiano das pequenas cidades e do mundo campesino favorece a criação de vínculos sociais.
d) Pela ausência da cotidianeidade, as grandes metrópoles deixaram de ser lugares de complementaridade e de trocas.
e) O forte sentimento de pertencer à humanidade desmantela a noção de comunidade e minimiza o papel da afetividade nas relações sociais.

4- (UEL - 2003) Um jovem que havia ingressado recentemente na universidade foi convidado para uma festa de recepção de calouros. No convite distribuído pelos veteranos não havia informação sobre o traje apropriado para a festa. O calouro, imaginando que a festa seria formal, compareceu vestido com traje social. Ao entrar na festa, em que todos estavam trajando roupas esportivas, causou estranheza, provocando risos, cochichos com comentários maldosos, olhares de espanto e de admiração. O calouro não estava vestido de acordo com o grupo e sentiu as represálias sobre o seu comportamento. As regras que regem o comportamento e as maneiras de se conduzir em sociedade podem ser denominadas, segundo Émile Durkheim (1858-1917), como fato social.

Considere as afirmativas abaixo sobre as características do fato social para Émile Durkheim.

I. O fato social é todo fenômeno que ocorre ocasionalmente na sociedade.
II. O fato social caracteriza-se por exercer um poder de coerção sobre as consciências individuais.
III. O fato social é exterior ao indivíduo e apresenta-se generalizado na coletividade.
IV. O fato social expressa o predomínio do ser individual sobre o ser social.

Assinale a alternativa correta.

a) Apenas as afirmativas I e II são corretas.
b) Apenas as afirmativas I e IV são corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III são corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV são corretas.
e) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.

5- (UEL – 2004) O texto a seguir refere-se à situação dos apátridas na
2ª Guerra Mundial:
“O que era sem precedentes não era a perda do lar, mas a impossibilidade de encontrar um novo lar. De súbito revelou-se não existir lugar algum na terra aonde os emigrantes pudessem se dirigir sem as mais severas restrições, nenhum país ao qual pudessem ser assimilados, nenhum território em que pudessem fundar uma nova comunidade própria [...] A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião – fórmulas que se destinavam a resolver problemas dentro de certas comunidades – mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade [...] A privação fundamental dos direitos humanos manifesta-se, primeiro e acima de tudo, na privação de um lugar no mundo que torne a opinião significativa e a ação eficaz. Algo mais fundamental do que a liberdade e a justiça, que são os direitos do cidadão, está em jogo quando deixa de ser natural que um homem pertença à comunidade em que nasceu.” (ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo: anti-semitismo, imperialismo, totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 227, 229, 230.)

Com base no texto, é correto afirmar:
a) Obter o reconhecimento por uma comunidade é condição básica para o gozo de direitos.
b) A condição em que se encontra o apátrida é igual à condição de escravo.
c) Ser privado da vida é menos importante que ser privado da liberdade.
d) Ao apátrida é garantida ressonância às suas opiniões mais significativas.
e) Ser um apátrida é ser reconhecido como um indivíduo com direitos fora de seu país de origem.

6- (UEL – 2005) Emile Durkheim observa que uma condição fundamental para que a sociedade possa existir é a presença de um consenso social. Pois sem consenso não há cooperação entre os indivíduos e, portanto, não há vida social. Este consenso é garantido pelo meio moral que compartilhamos, o qual, por sua vez, é produzido pela cooperação entre os indivíduos através de um processo de interação que Durkheim chamou de divisão do trabalho social. Desse modo, conforme o tipo de divisão do trabalho social que predomina na vida coletiva numa determinada época tem-se um tipo diferente de solidariedade entre os indivíduos. Durkheim destaca dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica. No Brasil, por exemplo, nota-se a influência das idéias positivistas em boa parte de sua legislação. (Adaptado de: RODRIGUES, Alberto T. Sociologia da Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p.27-28.) Considere as afirmativas a seguir, que apresentam artigos e parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT- Edição de 1988) e da Constituição de 1988.

I. “[São condições para o funcionamento do Sindicato:] a proibição de qualquer propaganda de doutrinas incompatíveis com as instituições e os interesses da
Nação [...]”.
II. “[São prerrogativas dos Sindicatos:] colaborar com o Estado, como órgãos técnicos e consultivos, no estudo e solução dos problemas que se relacionam
com a respectiva categoria ou profissão liberal”.
III. “[Dos direitos e deveres individuais e coletivos:] a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em seu funcionamento”.
IV. “[Da Organização Sindical:] A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas constitui o vínculo social básico que se denomina aqui categoria econômica”.

Remetem ao conceito de solidariedade orgânica, apenas as afirmativas:
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

7- (UEL – 2005) “A despeito de se viver na era dos direitos, são significativos os homicídios no mundo inteiro, as condições sub-humanas a que são submetidas centenas de milhões de pessoas [...]. No Brasil, aí estão assassínios praticados por graúdos mandantes que se servem de pistoleiros profissionais, trabalho escravo, tráfico de mulheres, menores para prostituição, a deplorável guerra do tráfico de drogas e as chacinas em grandes cidades brasileiras, em pleno século XXI [...]. Pelo número de concepções, leis, tratados, etc., está-se na era dos direitos. No plano da efetivação dos direitos, para utilizar a expressão de Lipovetsky [...], não se estaria na era do vazio [de direitos]?” [Situações sociais desse tipo são analisadas por alguns sociólogos a partir da consideração de que nos encontramos em] “uma condição social em que as normas reguladoras do comportamento perderam a sua validade, [onde] a eficácia das normas está em perigo”. (Folha de São Paulo, São Paulo, 30 ago. 2004. p. A 3.)

Assinale a alternativa que indica o conceito utilizado por Emile Durkheim (1858-1917) para definir uma “condição social” do tipo descrito no texto.

a) Anomia.
b) Fato social.
c) Coerção social.
d) Consciência coletiva.
e) Conflito social.

8- (UEL – 2006) “Na raiz de nossos julgamentos existe um certo número de noções essenciais que dominam toda a vida intelectual; são aquelas que os filósofos chamam de categorias do entendimento: noções de tempo, de espaço, de gênero, de número, de causa, de substância, de personalidade etc. [...] Mas, se, como pensamos, as categorias são representações essencialmente coletivas, traduzem antes de tudo estados da coletividade: elas dependem da maneira pela qual esta é constituída e organizada, de sua morfologia, de suas instituições religiosas, morais, econômicas etc.” (DURKHEIM, Émile. Sociologia. São Paulo: Ática, 1981. p. 154-157.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que a noção de categorias do entendimento compreende:
a) Os estados emocionais fugazes dos indivíduos de distintas sociedades.
b) Aquelas representações cuja formação é exterior às instituições religiosas, morais e econômicas.
c) O modo como a sociedade vê a si mesma nos modos de agir e pensar coletivos.
d) A tradução de estados mentais dos indivíduos portadores de distintas visões de mundo.
e) As noções incomuns à vida intelectual de uma sociedade que deturpa os julgamentos dos sujeitos.

9- (UEL – 2004) O sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) considera a “comunhão de valores morais” a condição fundamental e primeira para a construção da coesão social. Para ele, a moral (conjunto de valores e juízos direcionados à vida em comum) é o amálgama que une os indivíduos à vida em grupo. A moral traça as orientações da conduta ideal para as pessoas, e parte do seu conteúdo se materializa em normas e regras. Durkheim afirma o papel do regulamento moral para a integração social, insistindo que a moral é o mínimo indispensável, sem o qual as sociedades não podem viver em harmonia. Esses pressupostos, a respeito das condições para o bom convívio dos indivíduos numa coletividade, permitem a formulação de uma avaliação específica sobre o problema da criminalidade violenta praticada por jovens no Brasil, hoje.
Indicam-se, a seguir, algumas possíveis propostas de ação para enfrentar esse problema. Assinale a alternativa que está em conformidade imediata com os pressupostos sociológicos mostrados no texto.

a) Priorizar o combate ao narcotráfico, ao crime organizado, aos esquadrões da morte e a unificação das polícias.
b) Estimular a produção econômica para a geração de empregos, enfatizando aqueles voltados à população de 15 a 24 anos.
c) Promover a instituição familiar; reforçar o papel socializador da escola com ênfase na educação para a paz e para a cidadania e melhorar o funcionamento do sistema legal.
d) Detectar antecipadamente os jovens portadores de personalidade irritável, impulsiva e impaciente e providenciar o tratamento terapêutico como política pública.
e) Investir no controle da natalidade, reduzindo o número de nascimentos a médias compatíveis com os índices de desenvolvimento econômico previstos

10- (UEL – 2006) Ao receber um convite para uma festa de aniversário, é comum que o convidado leve um presente. Reciprocamente, na festa de seu aniversário, este indivíduo espera receber presentes de seus convidados. Do mesmo modo, se o vizinho nos convida para o casamento de seu filho, temos certa obrigação em convidá-lo para o casamento do nosso filho. Nos aniversários, nos casamentos, nas festas de amigo-secreto e em muitas outras ocasiões, trocamos presentes. Segundo o sociólogo francês Marcel Mauss, a prática de “presentear” é algo fundamental a todas as sociedades: segundo ele, a relação da troca, esta obrigatoriedade de dar, de receber e de retribuir é mais importante que o bem trocado.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.

I. O ato de presentear instaura e reforça as alianças e os vínculos sociais.
II. A troca de presentes cria e alimenta um circuito de comunicação nas sociedades.
III. O lucro obtido a partir dos bens trocados é o que fundamenta as relações de troca de presentes.
IV. O presentear como prática social originou-se quando da consolidação do modo capitalista de produção.

Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

11- (UEL - 2008) Leia os depoimentos a seguir:

• Sou um ser livre, penso apenas com minhas idéias, da minha cabeça, faço só o que desejo, sou único, independente, autônomo. Não sigo o que me obrigam e pronto! Acredito que com a força dos meus pensamentos poderei realizar todos os meus sonhos, e o meu esforço ajuda a sociedade a progredir. (Jovem estudante e trabalhadora em uma loja de shopping).

• Sou um ser social, o que penso veio da minha família, dos meus amigos e parentes, gostaria de fazer o que desejo, mas é difícil! Às vezes faço o que quero, mas na maioria das vezes sigo meu grupo, meus amigos, minha religião, minha família, a escola, sei lá... Sinto que dependo disso tudo e gostaria muito de ser livre, mas não sou! (Jovem estudante em uma escola pública que trabalha em empregos temporários).

• Sinto que às vezes consigo fazer as coisas que desejo, como ir a raves, mesmo que minha mãe não permita ou concorde. Em outros momentos faço o que me mandam e acho que deve ser assim mesmo. É legal a gente viver segundo as regras e ao mesmo tempo poder mudá-las. Nas raves existem regras, muita gente não percebe, mas há toda uma estrutura, seguranças, taxas, etc. Então, sinto que sou livre, posso escolher coisas, mas com alguns limites. (Jovem estudante e Office boy).

Assinale a alternativa que expressa, respectivamente, as explicações sociológicas sobre a relação entre indivíduo e sociedade presentes nas falas.

a) Solidariedade mecânica, fundada no funcionalismo de E. Durkheim; individualismo metodológico, fundado na teoria política liberal; teoria da consciência de classe, fundada em K. Marx.
b) Teoria da consciência de classe, fundada em K. Marx; sociologia compreensiva, fundada no conceito de ação social e suas tipologias de M. Weber; teoria organicista de Spencer.

c) Individualismo, fundado no liberalismo de vários autores dos séculos XVIII a XX; funcionalismo, fundado no conceito de consciência coletiva de E. Durkheim; sociologia compreensiva, fundada no conceito de ação social e suas
tipologias de M. Weber.

d) Sociologia compreensiva, fundada no conceito de ação social e suas tipologias de M. Weber; teoria da consciência de classe, fundada em K. Marx; funcionalismo, fundado no conceito dos três estados de Augusto Comte.

e) Corporativismo positivista, fundado em Augusto Comte; individualismo, fundado no liberalismo de vários autores dos séculos XVIII a XX; teoria da consciência de classe, fundada em K. Marx.

12- (UEL - 2008 ) De acordo com Florestan Fernandes:

A concepção fundamental de ciência, de Emile Durkheim (1858-1917), é realista, no sentido de defender o princípio segundo o qual nenhuma ciência é possível sem definição de um objeto próprio e independente. (FERNANDES, F. Fundamentos empíricos da explicação sociológica. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional, 1967. p. 73).

Assinale a alternativa que descreve o objeto próprio da Sociologia, segundo Emile Durkheim (1858-1917).

a) O conflito de classe, base da divisão social e transformação do modo de produção.
b) O fato social, exterior e coercitivo em relação à vontade dos indivíduos.
c) A ação social que define as inter-relações compartilhadas de sentido entre os indivíduos.
d) A sociedade, produto da vontade e da ação de indivíduos que agem independentes uns dos outros.
e) A cultura, resultado das relações de produção e da divisão social do trabalho.

13- (UEL - 2008) De acordo com Max Weber, a Sociologia significa: “uma ciência que pretende compreender interpretativamente a ação social e assim explicá-la casualmente em seu curso e em seus efeitos.” Por ação social entende-se as ações que: “quanto ao seu sentido visado pelo agente, se refere ao comportamento dos outros, orientando-se por este em seu curso.”
(WEBER, M. Economia e sociedade. Traduzido por Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa. vol. I. Brasília: Editora UnB, 2000. p. 3)

Com base no texto, considere as afirmativas a seguir:

I. “Mesmo entre gente humilde, porém, funcionava o sistema de obrigações recíprocas. O nonagentário Nhô Samuel lembrava com saudade o dia em que o pai, sitiante perto de Tatuí, lhe disse que era tempo de irem buscar a novilha dada pelo padrinho... Diz que era costume, se o pai morria, o padrinho ajudar a comadre até ‘arranjar a vida’. Hoje, diz Nhô Roque, a gente paga o batismo e, quando o afilhado cresce, nem vem dar louvado (pedir a benção).”
(CANDIDO, A. Os Parceiros do Rio Bonito. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1982. p. 247.)

II. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.”
(CUNHA, E. Os Sertões. São Paulo : Círculo do Livro, 1989. p. 95.)

III. “Não há assim por que considerar que as formas anacrônicas e remanescentes do escravismo, ainda presentes nas relações de trabalho rural brasileiro, [...], dando com isso origem a relações semi-feudais que implicariam uma situação de ‘latifúndios de tipo senhorial a explorarem camponeses ainda envolvidos em restrições da servidão da gleba’. Isso tudo não tem sentido na estrutura social brasileira.”
(PRADO Jr., C. A Revolução Brasileira. São Paulo : Brasiliense, 1987. p. 106.)

IV. “O coronel, antes de ser um líder político, é um líder econômico, não necessariamente, como se diz sempre, o fazendeiro que manda nos seus agregados, empregados ou dependentes. O vínculo não obedece a linhas tão simples, que se traduziriam no mero prolongamento do poder privado na ordem na ordem pública [...] Ocorre que o coronel não manda porque tem riqueza, mas manda porque se lhe reconhece esse poder, num pacto não escrito.”
(FAORO, R. Os donos do poder. v. 2. Porto Alegre: Editora Globo, 1973. p. 622.)

Correspondem ao conceito de ação social citado anteriormente somente as afirmativas

a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

Respostas:

1 – Resposta: 27
Alternativa (s) correta (s): 01-02-08-16

2- Resposta: 29
Alternativa (s) correta (s): 01-04-08-16

3-C 4-C 5-A 6-D 7-A 8-C 9-C 10-A 11-C 12-B 13-C

 

 

Usando a música na sala de aula de ESL

 Music is the universal language of mankind. A música é a linguagem universal da humanidade. 

 Henry Wadsworth Longfellow Henry Wadsworth Longfellow 

 

When students make a major breakthrough in learning, it is music to a teacher's ears. Quando os alunos fazem um grande avanço na aprendizagem, é música para os ouvidos de um professor. There is nothing more rewarding for a teacher, than seeing their students smile and laugh while they learn. Não há nada mais gratificante para um professor, do que ver seus alunos sorrir e rir ao mesmo tempo que aprendem. The same can be said for students. O mesmo pode ser dito para os alunos. Students who are taught in a fun and creative way, love coming to class. Alunos que são ensinados de uma forma divertida e criativa, o amor que vem para a aula. Using music in the classroom is a great way for teachers to achieve success with L2 learners. Usando a música em sala de aula é uma ótima maneira para os professores para alcançar o sucesso com os alunos L2. Oliver Wendall Holmes suggests taking a musical bath once a week, saying that music is "to the soul what water is to the body." Oliver Wendell Holmes sugere tomar um banho musical uma vez por semana, dizendo que a música é "a alma que é a água para o corpo."

 

Benefits of using Music Benefícios do uso de música

Have you ever heard of anyone who doesn't like music? Você já ouviu falar de alguém que não gosta de música? Some people may not like art, dancing, reading, or movies, but almost everyone likes one kind of music or another. Algumas pessoas podem não gostar de dança, arte, leitura, ou filmes, mas quase todo mundo gosta de um tipo de música ou de outra. Most people like many different kinds of music. A maioria das pessoas, como muitos tipos diferentes de música. Studies have shown that music... Estudos têm demonstrado que a música ...

•improves concentration melhora a concentração

•improves memory melhora a memória

•brings a sense of community to a group traz um sentido de comunidade a um grupo

•motivates learning motiva a aprendizagem

•relaxes people who are overwhelmed or stressed relaxa as pessoas que estão sobrecarregados ou estressado

•makes learning fun torna o aprendizado divertido

•helps people absorb material ajuda as pessoas absorvem o material

"Music stabilizes mental, physical and emotional rhythms to attain a state of deep concentration and focus in which large amounts of content information can be processed and learned." Chris Brewer, Music and Learning "Music estabiliza mental, ritmos físico e emocional para atingir um estado de profunda concentração e foco em que grandes quantidades de informações de conteúdo podem ser processados ​​e aprendido." Chris Brewer, Música e Aprendizagem

 

Techniques for Using Music with L2 Learners Técnicas para o uso de música com alunos L2

There are a variety of different ways to use music in the classroom. Há uma variedade de maneiras diferentes de usar a música em sala de aula. Some teachers prefer to use background music and others use music lyrics as the basis of a lesson. Alguns professores preferem usar música de fundo e outros usam letras de música como a base de uma lição. Music can be used to: A música pode ser usada para:

•introduce a new theme or topic (Christmas/colours/feelings) introduzir um novo tema ou tópico (Natal / cores / sentimentos)

•break the ice in a class where students don't know each other or are having difficulty communicating quebrar o gelo em uma classe onde os alunos não conhecem uns aos outros ou estão tendo dificuldade para se comunicar

•change the mood (liven things up or calm things down) mudar o humor (ou coisas animar as coisas se acalmarem)

•teach and build vocabulary and idioms ensinar e desenvolver o vocabulário e expressões idiomáticas

•review material (background music improves memory) materiais de revisão (música de fundo melhora a memória)

•teach pronunciation and intonation ensinar a pronúncia e entonação

•teach songs and rhymes about difficult grammar and spelling rules that need to be memorized ("i before e", irregular verbs, phrasal verbs) ensinar canções e rimas sobre a gramática difícil e regras de ortografia que precisam ser memorizados ("i antes e", verbos irregulares, verbos frasais)

•teach reading comprehension ensinar a compreensão da leitura

•inspire a class discussion inspirar uma discussão em classe

•teach listening for details and gist ensinar a ouvir para mais detalhes e essência

"Music is the universal language of mankind." Henry Wadsworth Longfellow "A música é a linguagem universal da humanidade." Henry Wadsworth Longfellow

Suggested Activities Atividades sugeridas

Many teachers try using music once in the class, but forget to do it again. Muitos professores tentam usar a música uma vez na classe, mas se esquecem de fazê-lo novamente. It might take a few times before you and your class get used to hearing music while learning. Isso pode levar algumas vezes antes de você e sua turma se acostumar a ouvir música enquanto aprendizagem. If you can commit to using music once a week, you may soon see the benefits, and realize that you want to do it more often and in a variety of ways. Se você pode cometer a usar a música uma vez por semana, você pode ver em breve os benefícios, e perceber que você quer fazer isso com mais freqüência e em uma variedade de maneiras. Here are 10 activities for you to try: Aqui estão 10 atividades para você experimentar:

 

1.Use background music such as classical, Celtic music or natural sounds to inspire creativity Use música de fundo, tais como clássica, a música celta ou sons naturais para inspirar a criatividade

2.Teach your national anthem Ensine seu hino nacional

3.Teach a song that uses slang expressions ("I heard it through the Grape Vine") Ensinar uma música que usa gírias ("ouvi-lo através da Vinha")

4.Teach a song that uses a new tense you have introduced Ensinar uma música que usa um tempo novo que você introduziu

5.Add variety to your reading comprehension lesson. Adicionar a variedade a sua lição de compreensão de leitura. Students can read lyrics and search for main idea, theme, details. Os alunos podem ler as letras e pesquise principal idéia, tema, detalhes.

6.Teach Christmas vocabulary through traditional carols Ensinar o vocabulário de Natal através de canções tradicionais

7.Write or choose a classroom theme song Escrever ou escolher um tema em sala de aula

8.Create (or use already prepared lessons) cloze exercises using popular song lyrics Criar (ou usar as lições já preparadas) exercícios cloze usando letras de músicas populares

9.Create variations to familiar songs by making them personal for your class members or your lesson Criar variações para músicas conhecidas, tornando-pessoais para os membros de sua classe ou sua lição

10.Have "lyp sync" contests. Ter "sync LYP" concursos. Allow students to choose their own songs. Permitir que os alunos escolham suas próprias músicas. A little competition goes a long way in the classroom. Um pouco de competição vai um longo caminho na sala de aula. Have groups explain the lyrics of their song before or after they perform. Ter grupos de explicar a letra de sua canção antes ou depois de executar.

"When the music changes so, so does the dance." African proverb. "Quando a música muda-lo, o mesmo acontece com a dança." Provérbio Africano.

Teaching Kids with Music Crianças de ensino com Música

Using music with ESL kids has all of the same benefits mentioned above and more. Usando a música com crianças ESL tem todos os mesmos benefícios mencionados acima e muito mais. Children are natural music lovers. As crianças são os amantes da música natural. You don't have to convince them that it will help them learn. Você não tem que convencê-los de que ele irá ajudá-los a aprender. If you feel uncomfortable singing in front of the class to teach a song, use a tape or CD player. Se você se sentir desconfortável cantando na frente da classe para ensinar uma música, use um toca-fitas ou CD. (Don't expect your students to sing if you don't. Remember, that they don't care about the quality of your singing voice, just like you don't care about theirs.) Here are some suggested activities to use with kids (If you are not familiar with any of the songs mentioned, simply put the titles into an online search): (Não espere que os seus alunos a cantar se você não. Lembre-se, que eles não se preocupam com a qualidade de sua voz para cantar, assim como você não se importa com o deles.) Aqui estão algumas atividades sugeridas para o uso com filhos (Se você não estiver familiarizado com as músicas mencionadas, basta colocar os títulos em uma pesquisa on-line):

 

•Transition songs: Teach simple songs that indicate transitions from one activity to another, such as "clean up" songs and "hello/goodbye" songs. Canções de transição: Ensine canções simples que indicam a transição de uma atividade para outra, como "limpar" as músicas e "Olá / adeus" canções.

•Energy boosters: Teach simple action songs that require kids to stand up and move around. Impulsionadores da energia: Ensine canções ação simples que requerem as crianças a se levantar e se mover. Think of traditional birthday games that use songs, such as pass the parcel (use a classroom mascot or other favourite item instead of a gift) or musical chairs. Pense em jogos de aniversário tradicionais que usam canções, como passar o pacote (use um mascote da sala de aula ou item de outro favorito ao invés de um presente) ou cadeiras.

•Animal songs: Children love learning about animals! Canções Animal: As crianças adoram aprender sobre os animais! Teach animals and animal sounds using repetitive songs like "Old McDonald had a Farm" and "There was an Old Lady who swallowed a fly." Ensinar os animais e sons de animais usando canções repetitivas como "Old McDonald tinha uma fazenda" e "Havia uma velha senhora que engoliu uma mosca."

•Multi-culturalism: Teach about multi-cultural instruments and learn how to create them in class. Multi-culturalismo: Ensinar sobre multi-cultural instrumentos e aprender a criar -los em sala de aula.

•Remembering Names: Help students remember names of their classmates (this helps teachers too) with songs like "Willoughby Wallaby Woo." Lembrando nomes: Ajude os alunos a se lembrar de nomes de seus colegas (o que ajuda os professores também) com canções como "Willoughby Wallaby Woo."

•Alphabet songs: Use lots of different alphabet songs (not just the traditional ABC) to help kids remember them in English. Chicka Chicka Boom Boom by Bill Martin Jr and John Archambault is a catchy children's book and song. Canções alfabeto:. Lotes Uso de canções alfabeto diferente (não apenas os tradicionais ABC) para ajudar as crianças a se lembrar deles em Inglês Chicka Boom Boom Chicka por Bill Martin Jr e John Archambault é um livro infantil catchy e música.

•Colours: Teach the colours with various colour songs and rhythms, such as Louis Armstrong's "What a Wonderful World" or Kermit the Frog's "It aint easy being green." Cores: ". Não é fácil ser verde" Ensinar as cores com as músicas de cor e ritmos diversos, tais como Louis Armstrong "What a Wonderful World" ou Caco, o Sapo

•Rewards: Reward hard working kids with "Music Time". Recompensas: Recompensa difícil trabalhar com crianças "Time Music". Let them make requests for background music that they can listen to while they work on their written exercises. Deixá-los fazer pedidos de música de fundo que possam ouvir enquanto eles trabalham em seus exercícios escritos.

•Student teachers: Encourage the kids to teach each other songs from their own language. Professores-alunos: Incentivar as crianças para ensinar uns aos outras canções de sua própria língua. Turn this into an English lesson by having students translate the meaning. Transformar isso em uma lição de Inglês por ter alunos traduzir o significado.

"Musical nourishment which is rich in vitamins is essential for children." Zolton Kodaly "Alimento Musical, que é rica em vitaminas é essencial para as crianças." Zolton Kodaly

Tips for Using Music Effectively Dicas para usar eficazmente Música

•When teaching students a song, it is a good idea to introduce an instrumental version first (If an instrumental version is not available, play the song softly in the background while they are working on something or hum the melody before introducing the lyrics). Ao ensinar aos alunos uma canção, é uma boa idéia para introduzir uma versão instrumental primeiro (Se uma versão instrumental não está disponível, tocar a música suave ao fundo, enquanto eles estão trabalhando em algo ou hum a melodia antes de introduzir as letras). If students become familiar with the sound of the music first, they will be more likely to understand the words. Se os estudantes se familiarizem com o som da primeira música, eles serão mais propensos a entender as palavras.

•Make a vocabulary list ahead of time. Faça uma lista de vocabulário antes do tempo. Go over the words once before you introduce the song. Passar por cima das palavras uma vez antes de introduzir a música.

•Expose students to a certain song many days in a row. Expor os alunos a uma determinada canção muitos dias em uma fileira. Within a few days, students will not be able to get the song out of their head! Dentro de alguns dias, os alunos não serão capazes de obter a música para fora da sua cabeça!

•Choose interactive songs whenever possible. Escolha canções interativo sempre que possível. Adding actions enhances language acquisition and memory. Adicionando ações aumenta a aquisição da linguagem e da memória.

•Have soft or upbeat music playing before class to encourage a positive atmosphere. Tem música suave ou upbeat jogar antes da aula para encorajar uma atmosfera positiva. Turning the music off is a great way to signal to a large class that it is time to begin. Transformando a música fora é uma ótima maneira de sinal para uma grande classe que é hora de começar.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário