sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Um pouco de perfume sempre fica nas mãos 
que oferecem flores.

(Provérbio Chinês)
CONSCIENCIA NEGRA

MENINO MULTICOLORIDO

Eu sou um menino multicolorido.
É, eu sou de todas as cores por dentro.
Sou misturado. Meu sangue é feito do sangue de muitas raças.
Minha mãe disse que quem tem avós de raças diferentes é mis . . . mis . . . Esqueci! É um nome complicado. Prefiro pensar que sou multicolorido. Tenho sangue de francês, de negro, de espanhol e de índio.
Por fora eu sou branquinho, de cabelo claro. Por dentro, sou europeu, preto, mulato, mestiço.
Acho que é por esse motivo que eu gosto tanto dos índios do Brasil.
Gosto deles porque eu sou um pedaço índio e porque eles estão deixando de ser índio por inteiro. É que as pessoas brancas aqui do Brasil, já faz tempo, que estão enganando e destruindo eles, os donos da terra.
Eu vi na televisão os índios xavantes em Brasília. Eles estavam querendo que o presidente ajudasse todos eles a não desaparecerem.
Fiquei muito aborrecido. Vai chegar o dia em que não vai ter mais índio no Brasil.
Nesse dia, o Brasil vai ficar bem pequenino e não vai mais ser tão bonito, porque quem faz a nação são as pessoas da terra.
Nesse dia, eu vou ficar triste para sempre. Sei que vou ficar branquinho de raiva.
................

Vocabulário
mestiço: nascido de pais de raças diferentes.
miscigenar: misturar
miscigenação: mistura de raças
xavantes: tribo indígena existente em Goiás, São Paulo e Mato Grosso.
Obs: No texto aparece apenas a primeira sílaba da palavra que a mãe teria dito: miscigenado.

COMPREENSÃO DO TEXTO

1) “Eu sou um menino multicolorido.
É, sou de todas as cores por dentro.”
A palavra “cores” significa ____________________ . (raças)

2) Segundo o próprio menino, como ele era por dentro? (Ele era europeu, preto, mulato e mestiço.)

3) “Acho que é por esse motivo que eu gosto tanto dos índios do Brasil.”
Qual motivo a que ele se refere? (O motivo é que ele diz que tem sangue de índio.)

4) Segundo o texto, os índios estão deixando de ser índio por inteiro. Por que isso está acontecendo?
(Isso está acontecendo porque as pessoas brancas estão enganando e destruindo os índios.)

5) Os nossos índios vão acabar.
Transcrever o trecho que mostra as conseqüências desse fato para o Brasil.
(“Nesse dia o Brasil vai ficar bem pequenino e não vai mais ser tão bonito, porque quem faz a nação são as pessoas da terra.)

6) O menino fala da reação que terá diante do desaparecimento dos índios. Qual é essa reação?
(Ele diz que vai ficar triste para sempre e vai ficar branquinho de raiva.)

VIVENDO O TEXTO

1. Muitos brasileiros são descendentes de estrangeiros. E você?
2. Você também é a nação brasileira. Procure no texto uma frase que afirme isso e copie-a.
( ... “quem faz a nação são as pessoas da terra.”)
3. O texto diz que os índios são os verdadeiros donos da terra. Você concorda com isso? Por quê?
4. Trazer para a sala uma notícia atual sobre alguma situação vivida por índios no Brasil. 

Alunos precisam de limites


"Que a correria do dia a dia não nos permita esquecer de agradecer, e que o cansaço não nos impeça de enxergar os detalhes divinos e os milagres diários. Que nesse vai-e-vem-da-vida agradecer também vire rotina."
 
(Monalisa Macêdo)

Bom dia !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
TERMO DE COMPROMISSO COM O APRENDIZADO ESCOLAR


ANO LETIVO EM QUE O ALUNO ESTÁ MATRICULADO:_________


Eu, __________________________________________,aluno do____ ano do Ensino Fundamental, tendo conhecimento das normas que constam no regimento escolar dessa escola, comprometo-me a realiza-las de forma correta para que o bom andamento do processo de ensino aprendizagem possa ser feito.

A saber:
1 – Respeitar colegas e professores em sala de aula;
2 – Respeitar colegas e professores no ambiente escolar;
3 – Ser consciente e responsável pelas tarefas e exercícios que devem ser realizados em sala de aula;
4 – Não atrapalhar os professores com indisciplina ou gracinhas de modo a dificultar o aprendizado de si e dos colegas;
5 – Não ser agressivo com colegas e professores, coordenação, direção e demais funcionários bem como com coordenação e direção;
6 – Não proferir ameaças a colegas, professores , coordenação, direção e demais funcionários. Neste ponto, o aluno está sendo informado de que novas ameaças como as que já houve serão comunicadas imediatamente à polícia para que tome as providências cabíveis.
7 – Participar das aulas e ser assíduo, não faltar.
O não cumprimento desse termo de compromisso implicará em solicitação de transferência.

Por ser verdade, firmo a data presente.

Assinatura do responsável pelo aluno (a)
 __________________________________________________

Assinatura do aluno

____________________________________________________

Assinatura da Diretora da escola

_____________________________________________________

Assinatura da Coordenadora
A Estrela Verde - Texto para reunião pedagógica

 “Faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as maneiras que puder, em todos os lugares que você puder, todas as vezes que você puder, para todas as pessoas que você puder, enquanto você puder”.
 
(John Wesley)
"Era um vez, milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas e azuis. Um dia, elas procuraram o Senhor Deus Todo-Poderoso e disseram-lhe: “Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra, entre os homens.” "Assim será feito" - respondeu Deus - "Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer até a Terra." Conta-se que naquela noite houve a mais linda das chuvas de estrelas.
Algumas aninharam-se nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os vaga-lumes dos campos, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

Passado algum tempo porém, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para ao céu, deixando a Terra outra vez escura e triste. "Por que voltaram?" perguntou Deus à medida em que chegavam novamente ao céu. "Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra; lá existe muita desgraça, muita fome, muita violência, muita injustiça, muita maldade, muita doença." E o Senhor lhes disse "Claro, o lugar real de vocês é aqui no céu, estamos no lugar da perfeição, no lugar onde tudo é imutável, onde nada perece." Depois de chegadas todas as estrelas e conferindo-lhes o número, Deus tornou a falar: "Mas está faltando uma estrela... Perdeu-se pelo caminho?" Um anjo, que estava perto, replicou: "Não, Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens.
Ela descobriu que o seu lugar é exatamente onde existe imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem." "Mas que estrela é essa?" - voltou Deus a perguntar. "Por coincidência, Senhor, é a única estrela dessa cor." "E qual a cor dessa estrela?"- insistiu Deus. E o anjo disse: "A estrela é verde, Senhor, a estrela verde do sentimento da esperança." Quando então olharam a Terra, a estrela já não estava só. A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.
 Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a esperança. Deus já conhece o futuro, enquanto que a esperança é própria da Natureza Humana. Daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe ainda como será o seu futuro."

Primeiro o texto deve ser lido.
Depois fazer várias estrelas verdes de papel, uma para cada participante da reunião. Coloque para os professores que eles são a estrela verde de cada aluno na escola. Pedir que cada um escreva dentro da estrela como ele pode iluminar a vida dos alunos que mais precisam de atenção em sua sala de aula. As estrelas devem ser trocadas entre os participantes e lidas.
“Se houver mágoa, troque por uma flor... Vamos perfumar a vida.”

(Sirlei L. Passolongo)


Os nossos meninos não são os de antes…
Trocaram os brinquedos de madeira pelos sofisticados
brinquedos de luz e som, que só com o simples toque numa
tecla fazem aparecer o mundo fantástico da electrónica.

As educadoras não as de antes…
Fotocopiam, ampliam, colam papéis de texturas maravilhosas,
e reconstroem pegadas de animais pré-históricos só com o
simples ato de misturar água e gesso…
Mas há coisas que não mudam, que o tempo e os anos
respeitam… O olhar de uma criança de mão dada com o/a
seu/sua educador(a) e o contacto silencioso, caloroso,
são sinais entranhados de um código único,
de um sentimento profundo de amizade.

Uma criança e o/a seu/sua educador(a)…são capazes de tudo.
Podem passar horas juntos escutando cantigas, resolvendo
problemas com caricas e pauzinhos ou simplesmente a brincar
com a imaginação. Podem fazer as maiores invenções e tentar
salvar o mundo plantando uma árvore.

Não são as crianças de antes…
As educadoras e os educadores não são os de antes…
O mundo não é o de antes..

Mas há coisas que não mudam, a capacidade de
desumbramento, a força da natureza, o olhar de uma
criança e o carinho de um(a) educador(a)
que se entrega se condições, dia-a-dia,
qu sonham e trabalham juntos por um mundo
melhor, com um código único, eterno, poderoso,
indestruível: o de uma profunda amizade.


Projeto Pedagógico
Direitos e deveres da criança: Um passeio pela literatura infantil.



1. JUSTIFICATIVA

“Se quiser que seus filhos sejam brilhantes, leia Contos de Fadas para
eles. Se quiser que seus filhos sejam mais brilhantes, leia ainda mais
Contos de Fadas”.
Albert Einstein
Nesta época em que os valores se contrastam a literatura infantil, em especial os
Contos de Fadas, servem de fusão entre o real e o imaginário contribuindo na formação da
consciência de mundo na criança.
Através das histórias infantis a criança enriquece o conhecimento de si mesma, do
outro e do mundo que a cerca, estimular a capacidade de raciocinar, de relacionar fatos,
pessoas, objetos e ações no tempo e no espaço. Por outro lado, quanto mais cedo a criança
tiver contato com histórias, maior será sua chance de gostar de ler e de se interessar pelo
mundo letrado.
É com este propósito que pretendemos, de forma lúdica, levar às crianças da Gente
Miúda a aprender respeitar e ser respeitado numa sociedade onde os direitos e deveres
devem ser iguais para todos.
No desenvolvimento deste projeto utilizaremos como fio condutor a Declaração
Universal dos Direitos da Criança, aprovada na Assembléia Geral das Nações Unidas em 20
de novembro de 1959, adaptada à linguagem infantil e Os Deveres da Criança da Educação
Infantil, especialmente elaborados pela equipe pedagógica da Gente Miúda para este
projeto.
2. OBJETIVO GERAL
Conscientizar as crianças de que o respeito aos direitos e deveres é fundamental para
a convivência humana.
2
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Levar às crianças a descobrirem que direitos e deveres estão presentes em todos os
espaços de relacionamento humano, quer seja em casa, na escola e na sociedade.
3.1 Direitos da Criança, segundo a Declaração Universal.
1. Direito a um nome e uma nacionalidade.
2. Direito à alimentação, moradia e assistência médica adequada.
3. Direito de ir à escola e de brincar.
4. Direito à igualdade, sem distinção da cor da pele, religião ou nacionalidade.
5. Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.
6. Direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
7. Direito de ser sempre socorrida em primeiro lugar.
8. Direito de ser protegida contra o abandono, o espancamento e a exploração no
trabalho
9. Direito à escola e a cuidados especiais, caso tenha deficiências físicas e mentais.
10. Direito a crescer dentro do espírito de solidariedade, compreensão, amizade e de
justiça entre os povos.
3.2 Deveres da Criança, segundo a equipe pedagógica da Gente Miúda.
1. Conhecer suas raízes familiares e a história do seu País.
2. Respeitar pais e familiares e proteger os irmãos menores.
3. Zelar pela sua casa, sua escola e pelo patrimônio público.
4. Zelar pelos seus brinquedos e objetos, assim como os de seus amigos.
5. Não desperdiçar água e comida.
6. Respeitar os professores e demais profissionais no desempenho de suas atividades
profissionais, assim como a opinião de seus amigos.
7. Preservar e cuidar da natureza, protegendo o ambiente e evitando o desperdício.
8. Respeitar as diferenças quer sejam sociais, culturais, de cor da pele, de sexo e de
religião.
9. Respeitar e ajudar os idosos e as pessoas com necessidades físicas especiais.
10. Ser solidário com os necessitados, compreensivo, amigo e justo com todas as
pessoas.
4. METODOLOGIA
Os conceitos deverão ser preferencialmente extraídos das histórias infantis,
selecionadas previamente, para o fim a que se propõe. Estas poderão ser apresentas
3
oralmente ou através de vídeo ou cd e devem ser complementadas com atividades de
desenho, artes plásticas, música, dança e dramatização.
Como parte da culminância, realizaremos ao longo do ano, conforme calendário,
excursões à bibliotecas, espaços culturais, exposições, festas de confraternização,
campanhas de solidariedade, dentre outras atividades.
Este projeto poderá ainda ser desmembrado em subprojetos, em função do interesse
e da capacidade de compreensão de cada faixa etária.
5. CRONOGRAMA
5.1 Fevereiro, março e abril - Direito a nome, nacionalidade, alimentação, moradia,
assistência médica, educação e lazer.
5.2 Maio, junho, julho – Direito a igualdade, proteção e amor.
5.3 Agosto, setembro, outubro – Direito a socorro, proteção e cuidados especiais.
5.4 Novembro – Direito a crescer com solidariedade, compreensão, amizade e justiça.
6. RECURSOS MATERIAIS
Além dos materiais de uso geral e específico de cada turma, será realizada uma
seleção de livros infantis que remetam aos Direitos e aos Deveres da Criança.
7. AVALIAÇÃO DO PROJETO
A avaliação do projeto será contínua e realizada da seguinte forma:
Pelos pais – Oral, durante as reuniões e por escrito no final de cada semestre.
Pela equipe – nos Encontros Pedagógicos, com o objetivo de identificar e
orientar possíveis dificuldades surgidas tanto individuais quanto da equipe.
Rio de Janeiro, 01 de Janeiro de 2010.
Mª da Penha Salgueiro
Diretora Pedagógica
“Os livros que têm resistido ao tempo são os que possuem uma verdade
capaz de satisfazer a inquietação humana, por mais que os séculos passem”.
Cecília Meireles
Observação:
Este projeto foi elaborado pela equipe pedagógica da Gente Miúda
A Estrela Verde - Texto para reunião pedagógica
[estrela.JPG]
"Era um vez, milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas e azuis. Um dia, elas procuraram o Senhor Deus Todo-Poderoso e disseram-lhe: “Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra, entre os homens.” "Assim será feito" - respondeu Deus - "Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer até a Terra." Conta-se que naquela noite houve a mais linda das chuvas de estrelas.
Algumas aninharam-se nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os vaga-lumes dos campos, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

Passado algum tempo porém, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para ao céu, deixando a Terra outra vez escura e triste. "Por que voltaram?" perguntou Deus à medida em que chegavam novamente ao céu. "Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra; lá existe muita desgraça, muita fome, muita violência, muita injustiça, muita maldade, muita doença." E o Senhor lhes disse "Claro, o lugar real de vocês é aqui no céu, estamos no lugar da perfeição, no lugar onde tudo é imutável, onde nada perece." Depois de chegadas todas as estrelas e conferindo-lhes o número, Deus tornou a falar: "Mas está faltando uma estrela... Perdeu-se pelo caminho?" Um anjo, que estava perto, replicou: "Não, Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens.
Ela descobriu que o seu lugar é exatamente onde existe imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem." "Mas que estrela é essa?" - voltou Deus a perguntar. "Por coincidência, Senhor, é a única estrela dessa cor." "E qual a cor dessa estrela?"- insistiu Deus. E o anjo disse: "A estrela é verde, Senhor, a estrela verde do sentimento da esperança." Quando então olharam a Terra, a estrela já não estava só. A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.
 Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a esperança. Deus já conhece o futuro, enquanto que a esperança é própria da Natureza Humana. Daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe ainda como será o seu futuro."

Primeiro o texto deve ser lido.
Depois fazer várias estrelas verdes de papel, uma para cada participante da reunião. Coloque para os professores que eles são a estrela verde de cada aluno na escola. Pedir que cada um escreva dentro da estrela como ele pode iluminar a vida dos alunos que mais precisam de atenção em sua sala de aula. As estrelas devem ser trocadas entre os participantes e lidas.
TEMA: Leitura com ludicidade

2.1  - Delimitação do Tema:

A magia da leitura lúdica realizada pela coordenadora da sala de leitura, apresentando diversos gêneros literários infantis e juvenis, acontecendo quinzenal com todas as turmas da escola, aonde o encanto dos contos de fadas, dos causos, das  fábulas, lendas, causos e mitos, irão de encontro com o aluno na sala de aula, demonstrando encantamento  e ao mesmo tempo, desenvolvendo o gosto e o prazer dos educandos pela leitura.
2 – Introdução
3 – Problema
A leitura a partir de vários gêneros literários e de forma lúdica pode encantar, conquistar  e ao mesmo tempo desenvolver o gosto dos alunos para esse mundo mágico?  
4 – Hipótese
É possível desenvolver o gosto e o prazer pela leitura quando o aluno é oportunizado a ouvir e se encantar com a magia dos contos de fadas, com os causos, com as histórias diversas existentes no contexto da literatura infantil e juvenil.
5 – Objetivos
  5.1 – Objetivo geral
Disseminar a magia das histórias da literatura infantil, juvenil e seus derivados com ludicidade, envolvendo e  desenvolvendo o gosto, o prazer e o encantamento dos alunos pelo mundo mágico da leitura.     
5.2 – Objetivos específicos 
  • Identificar a importância da leitura com  histórias infantis, juvenis, dos contos, dos causos, das fabulas, mitos, lendas, cordéis;
  • Experimentar a leitura encantada e lúdica, saboreando pelo prazer de ouvir as histórias lidas e contadas;
  • Envolver-se no mundo mágico da leitura, através de recursos atrativos, lúdicos e cativantes;
  • Compreender o mundo mágico e imaginário  da leitura como algo a ser descoberto, algo a alicerçar o conhecimento do mundo que nos cerca;
  • Utilizar a leitura lúdica e a contação de histórias como algo favorável para o desenvolvimento da leitura com gosto e espontaneidade;

  • Avaliar as  diversas histórias lidas e contadas com ludicidade e encantamento,  como algo necessário a alicerçar e a desenvolver o gosto e o prazer dos alunos pelo mundo mágico da leitura;
6 – Justificativa
Nem dá pra balançar, fingir hesitar... Rota direta, o Sítio do Picapau Amarelo ! Neste perfeito território da infância , mil refúgios secretos para quem é criança, para quem quer voltar a ser...Para ouvir , ler ou inventar histórias, não há lugar melhor do que lagartear ao sol, debaixo da jabuticabeira...!!! (Fanny Abramovich)
A magia e o encantamento que uma história lida ou contada pode causar em qualquer pessoa quando ouve, é algo que aos poucos temos que ir acordando e passando esse mesmo gosto dos tempos em que ouvíamos as historias e os causos contados ou lidos pelos nossos pais, avós ou professores.
Hoje com tantas tecnologias, com o surgimento de tantos brinquedos eletrônicos, com tantos compromissos e encargos das escolas e também das famílias, vemos que as histórias mágicas vindas da literatura infantil, juvenil e da cultura popular,  estão sendo esquecidas pelas famílias ou pouco trabalhadas nas escolas.
Deparamos na realidade escolar, ao se trabalhar com a leitura, onde os textos, na maioria das vezes,  têm apenas as funções  da interpretação ou para a  produção de algo escrito ou reescrito, perdendo o lado mágico do faz de conta, do lúdico, da imaginação, do prazer e do encantamento do aluno em escutar e saborear com as asas da imaginação.
Desejamos que os nossos alunos sejam leitores, porém, nós  enquanto responsáveis pelo processo ensino-aprendizagem, envolvemos nossos alunos com  a escuta de bons textos, de bons livros ou com a magia da contação de histórias e causos do interesse deles?
Sobre isso podemos citar uma frase do professor Edmir Perrotti, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, do curso de Políticas Públicas de Comunicação de Leitura, onde ele diz o seguinte:
”Contar histórias é uma arte, é fantástico e tem de ser cultivado desde muito cedo. O país preocupa-se em alfabetizar a população e, no entanto, não tem feito o mesmo esforço para que os cidadãos brasileiros sejam leitores.” (Revista Pátio, julho/setembro/2010)
Ao refletir as palavras do professor Edmir Perrotti, vemos a grandiosidade das histórias lidas ou contadas, pois se pretendemos desenvolver bons leitores, devemos envolvê-los por primeiro nesse mundo maravilhoso e encantador, ou seja, lendo para os alunos e junto com os alunos. Também contando histórias com ludicidade, com criatividade e imaginação.
Tudo isso contribui para o desenvolvimento de possíveis leitores, além, é claro, do contato com a fantasia e a magia das maravilhas encontradas no mundo da leitura, no viés da imaginação, onde o aluno descobre o prazer em ouvir uma boa história lida ou contada e ali descobre sozinho a saborear o mundo imaginário.
A leitura não deve ser trabalhada apenas com intuito de cobranças e produções, mas em primeiro lugar, devem-se buscar mecanismos pedagógicos para o desenvolvimento livre e autônomo da mesma. Quando almejamos alunos leitores, produtores e escritores devemos encantá-los e seduzi-los com leituras próprias, encantadoras e marcantes. Quando realizamos o ato da leitura, devemos demonstrar encanto ao ler ou ao contar, internalizar os personagens e o narrador, vivenciar com alegria a ato da leitura. Tais atitudes podem marcar a vida de maneira saudável para sempre do ouvinte e este tornar-se um leitor participante e ativo das descobertas existentes no mundo da leitura.
Vejamos o que diz Chalita quando se refere aos contos de fadas, à imaginação da infância:
Falar dos ensinamentos transmitidos por Cinderela significa fazer uma reverencia aos contos de fadas, historias que nos tocaram profundamente e conquistaram os nossos corações de forma arrebatadora. Geralmente essa sedução coletiva e deliciosa ocorre muito cedo, quando ainda vivemos no período mais ensolarado e significativo das nossas vidas: A infância. (CHALITA,2005,P.103)
Partindo da intenção de  realizar leituras dos livros de literatura infantil e juvenil e a contação de histórias , é que a coordenadora da sala de leitura da Escola Estadual de Ensino Fundamental Julieta Vilela Velozo, pretende desenvolver o projeto “Vem vindo histórias”, sendo este com o intuito de levar a leitura e as histórias de encontro com todos os alunos matriculados. Vemos que nossos educandos lêem pouco ou muitas vezes emprestam livros somente porque será cobrado algo em relação a leitura. Na verdade, nossos alunos precisam desenvolver o gosto prazeroso e amoroso pela leitura, mas para isso precisa ser seduzido e conquistado.
Assim, este projeto vai de encontro com o aluno na sala de aula  e fazer dali um lugar mágico, encantado e inesquecível. Utilizando recursos lúdicos para conquistar um publico de futuros leitores. Pretende-se que o aluno escute, saboreie e viaje na imaginação, sem cobranças e sem limites, apenas pelo prazer de escutar ou contemplar uma bela história lida ou contada.
7 – Procedimentos metodológicos:
Para realizar as leituras e a contação  de histórias de maneira mágica e lúdica, a coordenadora da sala de leitura irá de encontro com os alunos na sala de aula, preparando cronograma e planejando com antecedência o acontecimento dessas atividades. Contará também com o apoio dos professores abrindo espaços nas aulas para que este momento mágico venha acontecer além de suporte pedagógico da escola e recursos materiais.
Assim as histórias mágicas do “Projeto Vem Vindo Histórias” acontecerão da seguinte maneira:
ü  Leituras de livros infantis e juvenis da sala de leitura, dentre autores como: Monteiro Lobato, Eva Furnari, Vinicius de Moraes, Tatiana Belink, Cecília Meireles, Sylvia Orthof, Ziraldo, entre outros.
ü  Leituras e contação de histórias de Grim, contos de Andersen, contos africanos, histórias encantadas, histórias de assombração, contos de fadas, fábulas, literatura de cordel, entre outras;
ü  Leitura na hora do recreio – levar gibis, livros e montar bancas de livros no momento do recreio deixando os alunos livres para lerem conforme o gosto deles;
ü  Leitura de livros com a sacola literária – onde as turmas de 1º ao 5º ano receberão as sacolas com um livro apropriado para a faixa etária, este livro deve passar por cada aluno, sendo entregue e explorado a partir da leitura de todos. Será uma sacola por série;
ü  Leitura de livros com o carrinho de histórias – será utilizado um carrinho de supermercado para levar os livros até os alunos, seja no recreio, seja nas salas de aula;
ü  A contação e a leitura de histórias citadas a cima acontecerão também através de fantoches, dedoches, palitoches e avental de histórias – motivando e incentivando o prazer pelos livros e pelas histórias, vemos como leitura lúdica
8 – Cronograma
Este cronograma vai acontecendo conforme o agendamento dos professores em relação á vista da coordenadora em sala de aula para contar as histórias, sendo especificado depois das ações em forma de relatórios e registros comprobatórios.
9 – Avaliação
Serão avaliadas as capacidades de conhecimentos e compreensão dos alunos diante das histórias lidas e contadas, diante das informações identificadas interpretadas e/ou reconhecidas, pelo gosto de ouvir, sentir e presenciar momentos mágicos das histórias.
10 – Referências 
GESTAR I TP 4. Leitura e produção de texto. Brasília: 2005.

REVISTA NOVA ESCOLA. A viagem da leitura nas terras do faz-de-conta.São Paulo: Abril, 1998.
_________ . Ensinando tudo com histórias. São Paulo: Abril, 1995.
_________. Leitura as melhores estratégias para: ler por prazer, ler para estudar, ler para se informar. São Paulo: Abril, 2006.
_________. Leitura, descobrir o prazer de ler é o primeiro passo para formar leitores ( de qualquer idade). São Paulo: Abril, 2008.
__________.Produção de Texto - Revista Nova Escola. São Paulo:Abril, 2009.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS - TERCEIRO E QUARTO CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: LÍNGUA PORTUGUESA. Brasília,