terça-feira, 23 de junho de 2015





Sons Inaudíveis

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande Mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. Quando o príncipe chegou ao templo, o Mestre o mandou sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o Mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir. Então disse o príncipe:
- Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus...
E ao terminar o seu relato, o Mestre pediu que o príncipe retornasse à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível. Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do Mestre, pensando:
- Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta...
Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo... mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao Mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou:
- Esses devem ser os sons que o Mestre queria que eu ouvisse...
E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o Mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente o príncipe disse:
- Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite...
O Mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:
- Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.
Autor: Desconhecido





                                O Aprendizado

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quao boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!




       O piquinique das Tartarugas

A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal!

Elas levaram algumas horas para limpar a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Quando elas estavam prontas pra comer, descobriram que tinham esquecido o sal. Poxa, todas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas.
A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família concordou e a pequena tartaruga então saiu para buscar o sal.
Três dias se passaram e a pequena tartaruga ainda não havia retornado. Cinco dias… Seis dias… Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não agüentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar um sanduíche.
Quando ela deu a primeira “dentada” no sanduíche, a pequena tartaruga saiu detrás de uma árvore e gritou:
– Ahhãããããã! Eu tinha certeza que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal!
.
No trabalho em equipe, e também em nossas vidas, muitas vezes as coisas acontecem mais ou menos desse jeito. Desperdiçamos muito tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas, e ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo, que deixamos de fazer a nossa parte; de fazer o que se espera de nós.
Entre o estímulo e a resposta, há um espaço, onde estão a liberdade e o poder de mudar as nossas escolhas. Entre qualquer coisa que tenha acontecido ou esteja acontecendo a você neste momento, e a sua resposta a elas, há um espaço em que você tem a liberdade e o poder de escolher a sua resposta. E estas respostas é que vão governar o seu crescimento, suas realizações e suas contribuições para que você e sua equipe se tornem cada vez melhor.

Se os outros não estão fazendo a parte que lhes compete, em vez de deixar-se influenciar por esta situação, escolha fazer o melhor, decida fazer a sua parte com excelência, porque dessa maneira você é quem influenciará as pessoas, ajudando a tornar a equipe e o ambiente de trabalho melhores a cada dia.


• 7 coisas que os homens devem saber sobre as mulheres -


1) Antes mesmo de você entrar pela porta a maioria das mulheres imaginam se você vai ser o Cara Da Vida Delas.

2) Ela fica tão nervosa quanto você num primeiro encontro.

3) Mulher gosta de atenção individual e indivisível. Preste atenção no que ela tem a dizer e ela se mostrará mais interessada em ouvir sobre você. E mantenha seus olhos nela. Olhar pra qualquer outra mulher no local é definitivamente uma forma de tornar o seu primeiro encontro o último.

4) Depois do primeiro encontro a maioria das mulheres saberão SE e quando irão dormir com você.

5) Muitas das mulheres não querem se casar ou pelo menos não tanto quanto era costume antigamente. Muitas mulheres ficam solteiras mesmo no fim dos trinta a favor de seguirem suas próprias carreiras.

6) Uma mulher pode reclamar o quanto quiser sobre a família dela, mas no segundo em que você criticar a família dela, faça suas malas.

7) Perguntar a uma mulher se você é o melhor que ela já teve é idiotice. Nós iremos mentir para evitar ferir seus sentimentos. Você nunca saberá se é o melhor, e nem o maior.

Turistas Gigantes

 
Muito antes dos portugueses chegarem ao Brasil e dos povos indígenas habitarem a nossa terra, as baleias-jubarte, verdadeiros gigantes marinhos, já visitavam, anualmente, o litoral brasileiro, mais especificamente a região de Abrolhos, no sul da Bahia, para acasalar e ter seus filhotes. Acontece que desde o século XVII, as jubarte foram muito caçadas e hoje restam cerca de 15% da população original, calculada em 300 mil baleias.
            No Brasil Colonial, as jubarte eram abatidas de forma artesanal. Relatos históricos contam que vários pescadores saíam em pequenas embarcações, munidos de simples arpões e de muita coragem. Quando conseguiam atingir seu alvo eram, muitas vezes, arrastados pela força desses mamíferos gigantes. As baleias eram abatidas por causa de sua banha, que resultava num óleo muito utilizado para a iluminação das casas e das ruas. Além disso, o óleo também era utilizado para dar liga a uma espécie de massa usada na construção das casas. Até hoje você pode  ver casas construídas com argamassa de baleia, em cidades históricas como Caravelas, na Bahia, ou Parati, no litoral do Rio de Janeiro. A carne não era apreciada pelos brasileiros e, por isso, costumava ser descartada.
No início do século XIX os equipamentos de pesca começaram a ser aperfeiçoados até chegar ao século XX com grandes barcos a motor, chamados de navios-fábrica, e arpões explosivos, que possibilitavam a morte de muitas baleias em um só dia. Felizmente, naquela época, a pesca da baleia diminuiu no Brasil porque a descoberta da energia elétrica e a utilização de produtos como o cimento acabaram com a necessidade do óleo da baleia. Outros países, no entanto, consumidores de carne de baleia, continuavam a caçar a todo vapor. Em 1931, somente na estação de caça, 30 mil baleias-azuis foram mortas. Em 1986, a Comissão Baleeira Internacional (CBI) declarou uma moratória (parada obrigatória) de caça de baleias por tempo indeterminado e, em 1987, a pesca de qualquer tipo de baleia foi proibida em território brasileiro. Acontece que, mesmo com as proibições, alguns países como Japão, Noruega e Islândia continuam, até hoje, suas atividades predatórias, sem se importar com o fato de que todos os tipos de baleia se encontram, atualmente, na lista de animais ameaçados de extinção.

Fonte: Revista Zá. Ano IV no. 3

QUESTÕES:

1. a. O texto lido foi publicado em uma revista que costuma abordar assuntos curiosos e interessantes e tem como título  “Turistas Gigantes”. Em sua opinião, por que o texto tem esse título?
b. Se você tivesse que dar outro título para o texto, qual você daria?

2. No Brasil colonial as baleias Jubarte eram abatidas por causa de sua banha. De que formas o óleo resultante da banha das baleias era utilizado naquela época?

3. Releia o trecho retirado do texto:

“Em 1931, somente na estação de caça, 30 mil baleias-azuis foram mortas. Em 1986, a Comissão Baleeira Internacional (CBI) declarou uma moratória (parada obrigatória) de caça de baleias por tempo indeterminado e, em 1987, a pesca de qualquer tipo de baleia foi proibida em território brasileiro.”

Agora responda:

a. O que é CBI?

b. O que é moratória?

4. Apenas as baleia jubarte estão em extinção? Copie a seguir um pequeno trecho do texto que justifique sua resposta.

 
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente à distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha na direção de seu quarto.
- Meu filho? – gritou ela.
- O que é? – respondeu, com ar mais natural que lhe foi possível.
- Que é que está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ganhar tempo:
- Eu? Nada...
- Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar, o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
- Olha aí, mamãe: é um filhote...
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
- Um filhote? Onde é que você arranjou isso?
- Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de ISSO. Insistiu ainda:
- Deve estar com fome, olha a carinha que ele faz.
- Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
- Ah! Mamãe... – já compondo cara de choro.
- Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto emburrado: a gente também não tem nenhum direito nessa casa – pensava. Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado dessa maneira!
- Que diabo também, nessa casa tudo é proibido! – gritou lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
- Dez minutos! – repetiu ela, com firmeza.
- Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
- Você não é todo mundo.
- Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
- Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a costura.
- A senhora é ruim mesmo, não tem coração.
- Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não havia apelo: tinha dez minutos para brincar, com seu novo amigo, e depois... Ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
- Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
- Ah, mamãe deixa! – choramingou ainda.
- Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nessa vida...
- E eu? Que bobagem é essa, você não tem a sua mãe?
- Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
- Deixa de conversa: obedece a sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essa coisa toda...
Meia hora depois, o menino voltava da rua, radiante:
- Pronto, mamãe!
E lhe exibia uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.
- Eu devia ter pedido cinqüenta, tenho certeza de que ele dava – murmurou pensativo.

Fonte: “A Vitória da Infância” -  Fernando Sabino - Editora Ática

QUESTÕES:

1.Por que o menino pensou que a mãe não tinha visto o que ele carregava?

2.Copie do texto duas frases que o menino utilizou para emocionar sua mãe e assim convencê-la a ficar com o cachorrinho.

3.Quando o menino saiu de casa, sua mãe ficou preocupada por ter sido tão rigorosa e pensou que o fato de ter mandado o cachorro embora poderia trazer conseqüências mais graves, pois seu filho ficaria muito triste. Essas preocupações da mãe se confirmaram? Por quê?

4.Releia o título do texto:

O melhor amigo

Agora responda à seguinte questão: O autor do texto escolheu esse título porque:
a.    (   ) O cachorro é o melhor amigo do homem.
b.    (   ) O menino era o melhor amigo do cachorro.
c.    (   ) No final do texto percebe-se que o menino não era tão amigo assim do cachorro.
d.    (   ) O menino tinha muitos amigos.

5. Releia o trecho:

“Como poderia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça?”

Essa pergunta foi feita pelo filho para:

a.    (   ) A mãe.
b.    (   ) O leitor.
c.    (   ) Ele mesmo.
d.    (   ) O cachorro.

6. Releia o  trecho:

Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar, o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:

a. O que a palavra grifada significa?

b. Quem o filho queria comover?

7. Releia o trecho:

- Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
- Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a costura.
- A senhora é ruim mesmo, não tem coração.
- Sua alma, sua palma.

A expressão grifada significa que:

a. (   ) A escolha é do filho, mas se ele teimar em tomar essa atitude terá que se responsabilizar pelas conseqüências.
b. (   ) Examinando sua palma podemos saber como é sua alma.
c. (   ) A mãe pouco se importa com as atitudes do filho.
d. (   ) O filho levaria umas palmadas.

8.    Releia o trecho:

“E lhe exibia uma nota de vinte e uma de dez : havia vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros” .

Para que servem  os dois pontos ( : )  utilizados pelo autor do texto nesse trecho?
a.    (   )  Para que o leitor descanse enquanto lê.
b.    (   )  Para anunciar que, em seguida, algum personagem irá falar.
c.    (   )  Para não ter que usar sempre a vírgula.
d.    (   )  Para explicar ao leitor como o menino conseguira o dinheiro.

Torta de limão


:                            
INGREDIENTES:
 1 xícara (chá) de farinha de trigo
 ¼ xícara (chá) de manteiga sem sal gelada e em cubos 
  1 gema
  2 colheres (sopa) de água 
 1 lata de leite condensado
 suco de 2 limões
 3 claras 
  5 colheres (sopa) de açúcar
  raspas da casca de 1 limão

UTENSÍLIOS
 1 tigela
 1 colher
 1 forma com fundo removível
 batedeira

  Fonte: Revista Receitas e Delícias Extra. Ano 3. no. 8

PREPARO:
Em uma tigela, coloque a farinha de trigo e a manteiga. Misture até obter uma farofa. Faça um buraco no meio, adicione a gema e a água. Amasse com as mãos até obter uma massa homogênea. Forre o fundo removível com a mistura, apertando bem com as pontas dos dedos. Leve ao forno, pré-aquecido por 15 minutos ou até dourar. Na batedeira, bata o leite condensado, o suco de limão e despeje sobre a massa assada. Reserve. Para o suspiro, bata as claras em neve. Junte o açúcar aos poucos, batendo até formar picos firmes. Despeje sobre a mistura de leite condensado. Volte ao forno até começar a dourar. Decore com as raspas de limão e sirva.
QUESTÕES:

1. Enumere as ações a seguir de acordo com a ordem em que elas devem acontecer no preparo da receita:

(   )  Bata o suco de limão junto ao leite condensado.
(   )  Adicione a gema e a água.
(   )  Decore com as raspas de limão.
(   )  Coloque a farinha de trigo e a manteiga em uma tigela.
(   )  Amasse com as mãos até obter uma massa homogênea.
(   )  Bata as claras em neve.

2. Releia o trecho retirado do texto:

Despeje sobre a mistura de leite condensado.

Agora responda:

O que deve ser despejado sobre a mistura?

3. Releia o trecho retirado do texto:

Amasse com as mãos até obter uma massa homogênea.

Assinale a alternativa correta:

O que a expressão “massa homogênea” significa?
a. (   )  massa diferente.
b. (   ) massa fina.
c. (   ) massa igualmente distribuída.
d. (   ) massa amassada.                  

4. Releia o trecho retirado do texto:

Leve ao forno, pré-aquecido por 15 minutos ou até dourar.

Responda:

Quando a massa deve ser retirada do forno? Justifique sua resposta circulando a(s) palavra(s) que deram ‘pistas’ para encontrar a resposta.




A FLORESTA DO CONTRÁRIO


                   Todas as florestas existem antes dos homens. Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto. E poluição também. Mas esta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica. Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram expulsar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar. É o que poderia se chamar de vingança da natureza - foi assim que terminou o seu relato o amigo beija-flor. Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores - aliás, um colibri bem assanhado, passava de flor em flor por ali, ele já sapecava um beijão.
 Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim. Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras. Era um lugar muito bonito, gostoso de ficar. Só que o Nan não podia, precisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado outra florzinha, era melhor não atrapalhar.
(Fragmento do livro “Em busca do tesouro de Magritte.)
Texto II
CIMENTO ARMADO

Batem estacas no terreno morto.
No terreno morto surge vida nova.
As goiabeiras do velho parque
E os roseirais, abandonados,
Serão cortados
E derrubados.
Um prédio novo de dez andares,
Frio e cinzento,
Terá seu corpo de cimento armado
Enraizado no velho parque
De goiabeiras
De roseirais.

Batem estacas no terreno morto.
Século vinte...
Vida de aço...
Cimento armado!
Batem estacas
No prédio novo de dez andares,
Terraços tristes
Pássaros presos,
Rosas suspensas
Flores da vida,
Rosas de dor.
Trabalhando com o Texto
1.   Assinale com um X apenas a opção correta. (0,5 cada)

a) Os autores dos dois textos falam sobre o mesmo assunto. O assunto abordado nos dois textos é:

(    ) A devastação e destruição da natureza causada pelo homem.
(    ) A preservação dos recursos naturais.
(    ) Nenhuma das alternativas anteriores.

b) Apesar de abordarem o mesmo assunto, os resultados são diferentes em cada texto, porque:

(    ) no primeiro texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no segundo texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.
(    ) no segundo texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no primeiro texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.

c) Para “expulsar toda aquela sujeira” e se instalarem no seu lugar, as árvores tiveram que lutar. A parte do texto que confirma o fato de certas árvores conservarem os sinais de sua luta é:

(    ) “ Todas as florestas existem antes dos homens.”
(    ) “ Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras, por isso uma ou outra árvore tinha parede por dentro. ”

d) No texto II o poeta fala do prédio como se ele fosse uma pessoa em:

(  ) ” Um prédio de dez andares. ”
(  ) “ Terá seu corpo de cimento armado. ”

e) O poeta se refere a pássaros presos, terraços tristes, por que:

(    ) os terraços são pintados de preto e cinza.
(    ) os terraços ocuparam o espaço da vegetação, a alegria dos animais e com o agravante de que nas cidades, as pessoas costumam prender os pássaros em gaiolas.

2.    Escreva entre os parênteses, certo ou errado de acordo com os textos: (0,5 cada)

a) No texto II o autor utiliza a palavra “enraizado” como se o prédio fosse uma árvore. (
                 )

b) As goiabeiras e os roseiras foram conservadas após a construção do novo prédio. (
                  )

c) No texto I a história é fato real, enquanto que no texto II é imaginário, pois jamais destruiriam a natureza para construir um prédio. (
                   )

d) No texto I, ao tomar a cidade e devolver a vida aos seres da floresta, as árvores consideraram uma vingança da natureza. (                     )

e)Os pássaros do Texto II eram tão felizes quanto os pássaros do texto I. (
                   )

GRAMÁTICA
1.     Em que conjunto o grafema/letra X representa o mesmo fonema/som? (0,50)

a) (   ) tóxico - taxativo
b) (   ) enxame - inexaurível
 
c) (   ) intoxicado - exceto
d) (   ) têxtil – êxtase
 
2.    Devem ser acentuadas todas as palavras da opção: (0,50)

a) (   ) taxi - juri - gas 
b) (   ) ritmo - amor - lapis
c) (   ) chines - ruim - jovem
d) (   ) juriti - gratis - traz
e) (   ) açucar - abacaxi – moléstia
3.    Assinalar a alternativa em que todas as palavras estão separadas corretamente: (0,5)

a) (   ) mas-as / i-gu-al / miú-da
b) (   ) cons-truir / igual / cri-ei
c) (   ) cri-ei / as-pec-to / mi-ú-da
 
d) (   ) me-da-lhões /  pás-sa-ros / es-ta-çõ-es
4.    Dê “características” aos nomes (seres, substantivos) do texto II conforme a indicação. (0,25 cada)
a)    terreno _________________________       d) prédio ______________________________
b)    parque __________________________      e) terraços ____________________________
c)    roseiras _________________________      f)  pássaros ____________________________
ORTOGRAFIA

5.    Apenas uma entre as demais palavras de cada grupo está escrita de forma incorreta. Identifique-a e escreva da forma correta: (0,5 cada)

a) estádio - escola - estração ____________________________

b) péssimo -vasoura- assunto ____________________________
c) desça – cresça - aparesça _____________________________
d) excelente – excepcional - excência ______________________

Profª Graciele Lopes