terça-feira, 24 de julho de 2018



PROVA DE PORTUGUÊS
      (1º Bimestre)

Texto I                                                                                       Texto II
Cinquenta camundongos, alguns  dos                         Cientistas dos EUA anunciaram  a
quais  clones  de  clones,  derrubaram  os                                 clonagem  de  50  ratos  a  partir  de  células  de
obstáculos  técnicos  à  clonagem.  Eles foram                         animais adultos, inclusive de alguns já clonados.
produzidos por dois cientistas da Universidade                         Seriam  os  primeiros  clones  de  clones,  segundo
do  Havaí  num  estudo  considerado                                        estudos publicados na edição de hoje da revista
revolucionário  pela  revista  britânica “Nature”,                    “Nature”.
uma das mais importantes do mundo. [...]                                 A técnica empregada na pesquisa teria
                                                                                                               um  aproveitamento  de  embriões  —  da
A  notícia  de  que  cientistas  da  
Universidade  do  Havaí  desenvolveram  uma                         fertilização  ao  nascimento  —  três                           
técnica  eficiente  de  clonagem  fez  muitos                             vezes maior
pesquisadores temerem o uso do método para                          que  a  técnica  utilizada  por  pesquisadores
clonar seres humanos.                                                                 britânicos para gerar a ovelha Dolly.
  (O Globo. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36.)      
                                                                                           (Folha de S.Paulo . 1º caderno – Mundo. 03 jul.                                                                                                                      1998, p. 16.)
01.    (D20) Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto
             dessa questão é tratado apenas no texto I?
(A)  A divulgação da clonagem de 50 ratos.
(B)  A  referência  à  eficácia  da  nova  técnica  de clonagem.
(C)  O  temor  de  que  seres  humanos  sejam clonados.
(D)  A  informação  acerca  dos  pesquisadores envolvidos no experimento.        

Observe o cartum e depois responda a questão solicitada.

02.   (D5) De acordo com o cartum, o último aluno que estava no fundo da sala, compreendeu que a professora durante a chamada estava se referindo
(A)    ao número 38.
(B)    a um revólver.
(C)    a uma piada.
(D)    a presença.

Leia o texto abaixo.
Mãe,
Hoje chegarei mais tarde. Vou estudar na casa de Márcia.
Beijos,
Lia
P.S.: Já lavei todas as louças.
(Amélia Albuquerque, Caminhos do Letramento, 1ª a 4ª série,
Editora Livro Técnico, 2003.)

03.     (D9) O texto foi escrito em forma de
(A)   bilhete.
(B)   jornal.
(C)   piada.
(D)  receita.

Leia o texto abaixo.
                                                         O sapo

             Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou uma bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não vais casar comigo não vai se casar com ninguém mais”! “Olhou fundo nos olhos dele e disse: " Você vai virar um sapo! “Ao ouvir essa palavra o príncipe sentiu uma estremeção”. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavra feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo.

                                                  (Alves, Rubem. A Alegria de Ensinar. Ars Poética, 1994.)

04.  (D3) No trecho “O príncipe NEM LIGOU e a bruxa ficou muito brava”, a expressão destacada significa que
(A)   não deu atenção ao pedido de casamento.
(B)   não entendeu o pedido de casamento.
(C)   não respondeu à bruxa.
(D)  não acreditou na bruxa.

Leia o texto seguinte.                 
                                                        DUAS ALMAS

Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada,
entra, e sob este teto encontrarás carinho:
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho.
Vives sozinha sempre e nunca foste amada...
.
A neve anda a branquear lividamente a estrada,
e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
se banhem no esplendor nascente da alvorada.
.
E amanhã quando a luz do sol dourar radiosa
essa estrada sem fim, deserta, horrenda e nua,
podes partir de novo, ó nômade formosa!
.
Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:
Há de ficar comigo uma saudade tua...
Hás de levar contigo uma saudade minha...
.
Alceu Wamosy

05.  (D3) No verso “e a minha alcova tem a TEPIDEZ de um ninho” (v.6), a expressão em negrito dá sentido de um lugar
(A) aconchegante.
(B) belo.
(C) brando.
(D) elegante.

Leia o seguinte texto.                                     
                                       O drama das paixões platônicas na adolescência

        Bruno foi aprovado por três dos sentidos de Camila: visão, olfato e audição. Por isso, ela
precisa conquistá-lo de qualquer maneira. Matriculada na 8ª série, a garota está determinada a
ganhar o gato do 3º ano do Ensino Médio e, para isso, conta com os conselhos de Tati, uma
especialista na arte da azaração. A tarefa não é simples, pois o moço só tem olhos para Lúcia
justo a maior “crânio” da escola. E agora, o que fazer? Camila entra em dieta espartana e segue as leis da conquista elaboradas pela amiga.
                                                                                           REVISTA ESCOLA, março 2004, p. 63
06. (D4) Pode-se deduzir do texto que Bruno
(A) chama a atenção das meninas.                        (C) pode ser conquistado facilmente.
(B) é mestre na arte de conquistar.                        (D) tem muitos dotes intelectuais.


                 TEXTO I                                                                        TEXTO II

Carta de Pero Vaz de Caminha                                       Erro do Português                 
                                  (Fragmento)         
                                                                    
Na noite seguinte ventou tanto sueste com             Quando o português chegou
chuvaceiros, que as naus desviaram-se do               Debaixo duma bruta chuva   
rumo, e especialmente a capitania.                            Vestiu o índio
                                                                                           Que pena! 
(CAMINHA, Pero Vaz de. Carta a El Rey                                Fosse uma manhã de sol
 Dom Manuel. Versão moderna de Rubem                           O índio tinha despido
 Braga, Record, 1981.)                                                         O português.    

                                                                                                               (ANDRADE, Oswald de, Pau-Brasil,
                                                                                                                 Globo, 1990.)

07.    (D20) A semelhança entre os dois textos I e II acontece, quando os autores se referem
(A)   Ao índio.
(B)   A naus.
(C)   Ao sol.
(D)   À chuva.

Leia a seguir a fábula de Monteiro Lobato e responda as questões de 8 a 9.
                                                     A ONÇA DOENTE

              Certa vez a onça caiu de uma árvore e ficou muitos dias de cama.
Como estava passando fome ele chamou a irara e pediu que avisasse a bicharada que estava morrendo e que fossem visitá-la.
             O veado, a capivara, a cutia e o jabuti foram visitá-la.
             Quando o jabuti chegou, antes de entrar na toca olhou para o chão e viu que só tinha pegadas que entravam, então pensou:
             - É melhor eu ir embora e rezar pela melhora da onça, pois aqui quem entrou não saiu.
             E ele foi o único que se salvou.

Moral da história: Para esperteza, esperteza e meia.

08.    (D11) Da leitura do texto, pode-se entender que a onça encontrava-se doente porque
(A)    havia caído da árvore.
(B)    estava com muita fome.
(C)    não podia caçar.
(D)    estava em apuros.

09.     (D4) A verdadeira intenção da onça era
(A)    encontrar  os amigos.
(B)    pedir ajuda aos animais.
(C)    alimentar-se dos animais que iam visitá-la.
(D)    almoçar com os animais que iam visitá-la.

Leia o texto abaixo e em seguida responda o exercício apresentado.
                           HOMEM DE MEIA-IDADE
                                                    (LENDA CHINESA)

            Havia outrora um homem de meia-idade que tinha duas esposas. Um dia, indo visitar a mais jovem, esta lhe disse:
            - Eu sou moça e você é velho; não gosto de morar com você. Vá habitar com sua esposa mais velha.
            Para poder ficar, o homem arrancou da cabeça os cabelos brancos. Mas, quando foi visitar a esposa mais velha, esta lhe disse, por sua vez:
            -Eu sou velha e tenho a cabeça branca; arranque, pois, os cabelos pretos que tem.
            Então o homem arrancou os cabelos pretos para ficar de cabeça branca. Como repetisse sem tréguas tal procedimento, a cabeça tornou-se-lhe inteiramente calva. A essa altura, ambas as esposas acharam-no horrível e ambas o abandonaram. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)

10.   (D6) A ideia central do texto é
(A)   o problema da calvície masculina.
(B)   a impossibilidade de agradar a todos.
(C)   a vaidade dos homens.
(D)  a insegurança na meia-idade.

Leia o texto a seguir.
A função da arte

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
__ Me ajuda a olhar!
(Roxo, Maria do Rosário e Vitória Wilson. Entre textos. V. 4, Editora Moderna.)   

11.  (D11) O menino ficou tremendo, gaguejando porque
(A)   a viagem foi longa.
(B)   as dunas eram muito altas.
(C)   o mar era imenso e belo.
(D)  o pai não o ajudou a ver o mar.

 Considere o seguinte trecho:
Em vez do médico do Milan, o doutor José Luiz Runco, da Seleção, é quem deverá ser o responsável pela cirurgia de Cafu. Foi ele quem operou o volante Edu e o atacante Ricardo Oliveira, dois jogadores que tiveram problemas semelhantes no ano passado.
12. (D2) O termo “ele”, em destaque no texto, refere-se:
(A) ao médico do Milan.
(B) a Cafu.
(C) ao doutor José Luiz Runco.
(D) ao volante Edu.

Leia a tirinha.

13. (D3) No 1º quadrinho, a fala do personagem pode ser substituída por
(A) “Quer namorar comigo?”
(B) “Você é muito bonita para mim!”
(C) “Você é muito simpática!”
(D) “Você é muito humilde!”

Leia o texto abaixo e responda as questões de 14 a 16.
O visitante vai passando pelo corredor do hospital, quando vê o amigo saindo disparado, cheio de tubos, da sala de cirurgia:
__ Aonde é que você vai, rapaz?!
__ Tá louco, bicho, vou cair fora!
__ Mas, qual é, rapaz?! Uma simples operação de apendicite! Você tira isso de letra.
E o paciente:
__ Era o que a enfermeira estava dizendo lá dentro: “Uma operaçãozinha de nada, rapaz! Coragem! Você tira isso de letra! Vai fundo, homem!”
__ Então, por que você está fugindo?
__ Porque ela estava dizendo isso era pro médico que ia me operar!  

(Ziraldo. As melhores anedotas do mundo. Rio de Janeiro; Globo, 1988, p. 62.)                      


 14.  (D6) A ideia principal do texto é
(A)    O rapaz tem medo de cirurgia.
(B)     Pela da fala enfermeira o rapaz imaginou que o médico fosse fazer outra coisa.
(C)     Um rapaz não quer submeter-se a uma operação de apendicite porque o médico é inexperiente.
(D)    O rapaz quando viu os utensílios cirúrgicos ficou com medo e fugiu.

                 15.  (D10) O lugar onde a história se passa
(A)    Na entrada do hospital.
(B)     Na recepção do hospital.
(C)     No corredor do hospital.
(D)    Na sala de operação.

           16.  (D16) A finalidade ao contar uma anedota é
(A)    Informar um acontecimento.
(B)     Descrever um fato.
(C)     Argumentar um fato ou acontecimento.
(D)    Provocar o riso.

Leia a tirinha a seguir.
17.   (D15) No 2º quadrinho da tira, o trecho: “É, eu o vi na primeira página do jornal.” O pronome em destaque se refere
(A)   ao Garfield.
(B)   ao jornal.
(C)   ao famoso.
(D)  ao marido. 
Saudade

Filisbino Matoso andava que era uma tristeza só. Não queria nada com a vida nem aceitava o consolo de ninguém. Quem passasse lá pelas bandas do Sítio da Purunga Sonora ia ouviu os lamentos do moço.
_ Ai! Como sofro! Sem minha querida Florisbelta não posso viver. De que me vale este lindo sítio com lago, se estou nadando em lágrimas?
Todos que moravam  no Purunga Sonora e nos arredores sabiam da história da Florisbelta. Era o grande amor de Filisbino Matoso. A choradeira havia começado com o raiar do sol, quando a tal Florisbelta, sem avisar ninguém, resolvera tomar o caminho da cidade.
(SALLOUTI, Elza Césari. O bilhete que o vento levou. São Paulo: Salesiana Dom Bosco, 1991.)

          18.  (D11) “Filisbino Matoso andava que era uma tristeza só...”. Qual é o motivo da tristeza de Filisbino?
( A ) A falta que Florisbelta fazia.
( B ) Estar nadando em lágrimas.
( C ) Ter  um sítio com lago e não aproveitar.
( D ) Todos dos arredores sabem da história.

          19.  (D10) Como foi o final de Filisbino Matoso?
( A ) Florisbelta tomou o caminho da cidade e não voltou.
( B ) Florisbelta voltou ao sítio para rever seu grande amor.
( C ) Filisbino contou a história para todos os arredores.
( D ) Filisbino foi atrás de Filisbelta e a encontrou.

Leia o trecho abaixo.
     " Parecia que o indivíduo desprezava o que a vida lhe dera com tanta generosidade: a saúde. Não obstante, era importante que acordasse para a vida, queolhasse seu futuro tão incerto, que visse a importância dos valores a serem consumados gradativamente...
      Tenho a impressão de que vivenciamos esta história todos os dias e, embora isto aconteça, é preciso que tenhamos muita paciência com nosso semelhante, porque não acredito que ele seja tão indiferente!" 



20. Classifique as orações destacadas no texto acima em objetiva direta, objetiva indireta, subjetiva, apositiva, predicativa e completiva nominal.
a)     ________________________________ b) ______________________________
c)   ________________________________ d) ______________________________
e) ________________________________   f) _______________________________
g) ________________________________

21. Enumere os fatos de acordo com a ordem em que apareceu no filme (Um Amor Para Recordar).
a) (     ) Termina Landon olhando o horizonte, num lugar onde ele e Jamie se encontravam.
b) (     ) Landon e mais cinco amigos vão vai fazer zoeira no reservatório de água da fábrica de cimento.
c) (    ) Landon Carter recebe como punição prestar serviços comunitários e participar de uma peça teatral que está sendo montada na escola.
d) (     ) Jamie confessa a Landon que ela tem leucemia.
e) (     ) O pai dele paga as despesas do hospital, o qual eles se reconciliam.
f) (      ) Os 2 se casam e já no final, ela morre.

    22.Transforme os períodos simples abaixo no período composto por subordinação.  Depois divida as orações, circule o conectivo e classifique as orações subordinadas substantivas. Observe os termos em destaque:
a)     Lembre-se do outro seu irmão. ______________________________________
__________________________________________________________
b)  O homem tinha certeza de sua resposta não ser aceita. ___________________
________________________________________________________________
c)   Tal atitude é preconceituosa. ________________________________________
_________________________________________________________________
d)  É preciso amar ao próximo. __________________________________________
_________________________________________________________________

GABARITO/RESPOSTA

1
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19


A


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x
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x
x


B

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C
x







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x

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x






D






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O CONTO DA MENTIRA
    Rogério Augusto
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”. Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
Então aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio. Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então ele começou a reduzir suas mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a criar histórias. Agora sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...

4- Felipe começou a reduzir suas mentiras porque
(A) começou a escrever um conto.                                  
(B) deixou de ganhar uma bicicleta.
(C) inventou ter sido sorteado por um programa de TV. 
(D) seu pai alertou sobre as consequências da mentira.

5- No trecho “A mãe tentava assustá-lo.”, o termo destacado substitui
(A) pai de Felipe. 
(B) Pinóquio. 
(C) cachorro. 
(D) Felipe.

6- No desfecho do conto, ficamos sabendo que Felipe
(A) continua contando mentira para seus pais.         
(B) decide ler todos os livros sobre o Pinóquio.
(C) torna-se um escritor e volta a criar histórias.
(D) escreve um livro de normas para o campeonato de rua.

Olá, mãe!

Mãe, eu queria te dizer ...
(não te chamando de mamãe como no tempo em que a vida era você,
mas te chamando de mãe
deste meu outro tempo de silêncio e solidão.)

Mãe, eu queria te dizer
(sem cara de quem pede desculpa pelo que não fez ou pensa que fez)
que amar virou uma coisa difícil
e muitas vezes o que parece ingratidão,
ou até indiferença,
é apenas a semente do amor
que brotou de um jeito diferente
e amadureceu diferente
no atrapalhado coração da gente.

Acho que era isso, mãe,
o que eu queria te dizer.
(Carlos Queiroz Telles. Sonhos, grilos e paixões. São Paulo: Moderna, 1995.)

7- O eu poético deseja, por meio deste texto,
(A) demonstrar seu sentimento de amor.      
(B) reviver um tempo de silêncio e solidão.
(C) revelar que está insatisfeito com as atitudes da mãe.
(D) agradecer à mãe pelo tempo em que a vida era mais simples.

8- O eu poético escreve uma mensagem à mãe por meio de
(A) um conto. 
(B) um poema. 
(C) uma crônica. 
(D) uma propaganda.

9- O verso que comprova para quem o texto foi escrito é
(A) “acho que era isso, mãe...”                
(B) “que amar virou uma coisa difícil”.
(C) “no atrapalhado coração da gente”  
(D) “deste meu outro tempo de silêncio e solidão”

10- Na primeira estrofe do poema, o eu poético utiliza-se dos parênteses para
(A) pedir desculpa pelo que pensa que fez.
(B) contar que a semente do amor brotou de um jeito diferente.
(C) explicar o porquê do uso da palavra “mãe” ao invés de “mamãe”.
(D) opinar sobre o sentimento de ingratidão ou indiferença demonstrado.

Irapuru – o canto que encanta
Certo jovem, não muito belo, era admirado e desejado por todas as moças de sua tribo por tocar flauta maravilhosamente bem. Deram-lhe, então, o nome de Catuboré, flauta encantada. Entre as moças, a bela Mainá conseguiu o seu amor; casar-se-iam durante a primavera.
Certo dia, já próximo do grande dia, Catuboré foi à pesca e de lá não mais voltou.
Saindo a tribo inteira à sua procura, encontraram-no sem vida, à sombra de uma árvore, mordido por uma cobra venenosa. Sepultaram-no no próprio local.
Mainá, desconsolada, passava várias horas a chorar sua grande perda. A alma de Catuboré, sentindo o sofrimento de sua noiva, lamentava-se profundamente pelo seu infortúnio. Não podendo encontrar paz, pediu ajuda ao Deus Tupã. Este, então, transformou a alma do jovem no pássaro irapuru, que, mesmo com escassa beleza, possui um canto maravilhoso, semelhante ao som da flauta, para alegrar a
alma de Mainá.
O cantar do irapuru ainda hoje contagia com seu amor os outros pássaros e todos os seres da natureza.
(Waldemar de Andrade e Silva. Lenda e mitos dos índios brasileiros. São Paulo: FTD, 1997.)

11- Catuboré foi à pesca e de lá não mais voltou porque
(A) apaixonou-se por uma índia de outra tribo.        
(B) encontrou uma flauta encantada.
(C) dormiu à sombra de uma árvore.                         
(D) foi mordido por uma cobra.

12- No trecho “Deram-lhe, então, o nome de Catuboré, flauta encantada.” Do primeiro parágrafo do texto “Irapuru – o canto que encanta”, o termo destacado se refere
(A) ao grande dia.   (B) ao certo jovem.   (C) à bela Mainá.   (D) a sua tribo.

13- Para conceder a paz a Catuboré, o Deus Tupã
(A) transformou a alma do jovem no pássaro irapuru. 
(B) desapareceu com todas as cobras venenosas.
(C) criou a primavera para celebrar o casamento.       
(D) convocou toda a tribo para tocar flauta.

A lebre e a tartaruga
Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lentidão da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga, já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre, muito segura de si, aceitou prontamente. Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária e, vendo que ganharia fácil, parou e
resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente.
Moral da história: Devagar se vai ao longe!
http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=29

14- O episódio da narrativa que contribui para a vitória da tartaruga é
(A) a decisão da lebre de parar e cochilar.         
(B) o desafio de realizar uma corrida com a lebre.
(C) o desafio de correr para garantir a vantagem.
(D) a decisão firme de caminhar com passos lentos.

15- O trecho que expressa uma opinião a respeito de um dos personagens é
(A) “Logo a lebre ultrapassou a adversária...”
(B) “Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.”
(C) “A lebre, muito segura de si, aceitou prontamente.”
(D) “Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.

16- A finalidade deste texto é ensinar ao leitor que
(A) o sono renova as energias do corpo.
(B) a caçoada do adversário garante a vitória.
(C) o êxito depende de dedicação e persistência.
(D) o esporte é necessário para manutenção da saúde.

17- As características do texto “A lebre e a tartaruga”, tais como – o tipo de personagens
e a presença de moral –, exemplificam o texto conhecido como
(A) receita.    (B) fábula.   (C) campanha publicitária.   (D) história em quadrinhos.

  

Gabarito
1-(A) a causa de não ter namorado.
2-(D) conta a história de uma estrela que não tinha namorado.
3-(C) comunicar o desaparecimento da ariranha azul.
4-(B) deixou de ganhar uma bicicleta.
5-(D) Felipe.
6-(C) torna-se um escritor e volta a criar histórias.
7-(A) demonstrar seu sentimento de amor.
8-(B) um poema.
9-(A) “acho que era isso, mãe...”
10-(C) explicar o porquê do uso da palavra “mãe” ao invés de “mamãe”.
11-(D) foi mordido por uma cobra.
12-(B) ao certo jovem.
13-(A) transformou a alma do jovem no pássaro irapuru.
14-(A) a decisão da lebre de parar e cochilar.
15-(C) “A lebre, muito segura de si, aceitou prontamente.”
16-(C) o êxito depende de dedicação e persistência.
17- (B) fábula.